Intensa e apaixonada pelas quatro linhas

Atualizado: 21 de Mai de 2020

Ela tem uma vida normal, estuda, trabalha, sai com os amigos, adora comer besteiras e ouvir música no último volume. Porém, ela tem uma doce e incrível mania: espera ansiosamente por dois dias da semana, o domingo e a quarta-feira. Pra ela não importa se vai ser no estádio, no bar, em casa ou na casa de um amigo. Pode ser ao lado do pai, de desconhecidos ou até sozinha. No frio, no calor, debaixo de chuva, ou de sol. Ela vai ver o seu time jogar!

Sai correndo da faculdade, coloca os fones de ouvido, e torce pra chegar em casa antes do jogo começar. Já chega procurando o controle remoto, senta no sofá e já fica hipnotizada pelo que vai ver. Não adianta falar nada, ela não vai te escutar. Quando o jogo começa, é tomada pela tensão que espontaneamente a obriga a passar as mãos pelos cabelos e roer as unhas. Ela bate no sofá e xinga o juiz. Reclama da marcação, da triangulação, dos passes errados e das substituições do técnico. Nem a torcida consegue escapar das cornetadas.

A cada lance o nervosismo aumenta. Já não tem mais unhas para roer, então ela abraça o manto sagrado, declara todo seu amor por aquele escudo, e diz que nenhum dos 11 em campo sabe o que aquela camisa significa. Vai para o intervalo, ela aproveita para respirar e pensa que vai ficar tudo bem! Então começa seus rituais de superstições, pega a bandeira que levou no estádio no dia daquela goleada, pensamentos positivos e rezas também estão no repertório.

O jogo continua ruim, o placar não sai do 0 a 0. Faltam cinco minutos para o jogo terminar. O desespero já tomou conta, os xingamentos já aumentaram, sobra até para o comentarista da televisão. Então ela fica paralisada... O seu time está no campo de ataque, é a última chance. A zaga do rival, da um passe errado, o atacante esta no lance. Ela levanta do sofá, segura a bandeira e grita com o jogador:

- Vai, chuta essa bola! Vai! GOOOL!

Ela se descontrola, começa a gritar, chorar, abraça quem esta do seu lado, e se não tiver ninguém ela abraça a televisão. É nesse momento que ela esquece os problemas, os prazos dos trabalhos, os boletos atrasados e que se apaixonou por um cara que namora. Vai para a cama, mas antes liga para aquele amigo chato e fanático que torce pelo outro time. Ansiosa para o próximo jogo ela mal consegue dormir.

Está em êxtase. Está feliz. Seu time venceu. Intensa e apaixonada pelas quatro linhas desde pequena, ela não se importa mais se acham que é feio gostar de futebol, ou se é ridículo se estressar tanto por um único time. Ela se importa em ser feliz!

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