Mulheres driblando o preconceito

Atualizado: Jul 25

O que as mulheres sabem de impedimento?” “Será que elas sabem que o goleiro é o único que pode pegar a bola com a mão?” “Uma mulher sendo repórter em jogos oficiais?” Essas são algumas frases que nós, apaixonadas por futebol, costumamos ouvir. Machismo, assédio e preconceito, são algumas situações que enfrentamos no nosso dia a dia.

O futebol é um campo de machismo e preconceito, onde todos os dias lutamos para ter o nosso espaço, seja como mulher, torcedora ou profissional. Futebol não é coisa de homem. Não existe nenhuma regra que vai definir quem possa ou não gostar de futebol. É tudo questão de influência, do ambiente em que vivemos e das pessoas que estão ao nosso lado durante nossa trajetória. Durante a final da Copa do Brasil de 2015, a repórter da ESPN, Gabriela Moreira enfrentou novamente essa situação. Frases de baixo calão e comentários inoportunos, em um momento que deveria ser alegre e de conquistas. Mas o que o caso da repórter tem a ver conosco? Todos os dias sofremos algum tipo de machismo, seja na rua, na nossa casa ou até mesmo no nosso local de trabalho.

Assim como nós, Gabriela e tantas outras mulheres já sofreram com o machismo e preconceito que ainda existem na nossa sociedade. Atualmente, Gabriela é uma das melhores repórteres esportivas. Uma mulher de fibra, que revelou as irregularidades na organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, também ficou conhecida após repreender um torcedor palmeirense ao vivo, e por responder um comentário machista de um auditor do STJD. Gabriela também luta por um espaço no mundo do jornalismo esportivo, e a melhor maneira de conseguir é mostrando o seu trabalho com qualidade e ética.

Somos Gabriela Moreira, Bibiana Bolson, Glenda Kozlowski. Somos apaixonadas por futebol e queremos o nosso espaço, seja nas arquibancadas, nos programas televisivos, no nosso local de trabalho ou nas ruas. Sou mulher, estudante de Jornalismo e futura jornalista esportiva. Sinto-me extremamente feliz em ver que o mercado do jornalismo esportivo cresce com participação das mulheres, afinal de contas, nós também entendemos e somos apaixonadas por esse esporte que une milhares de pessoas.

Quando consigo vou ao estádio, e também acompanho meu time pela televisão e rádio, durante todos os campeonatos que disputa. Sou a típica torcedora que odeia marcar compromissos em dia de jogo, afinal de contas, ‘peleia’ do nosso time é sagrado. Tenho meus rituais antes do jogo começar – e olha, não são poucos; sei a escalação completa e entro em todos os debates esportivos - quem nunca?! Conheço vários homens que odeiam futebol, que não aguentam ficar quase duas horas sentados e vendo 22 homens correrem atrás de uma bola, alguns deles não gostam nem de comentar sobre o assunto, ou por que não sabem simplesmente não gostam do esporte.

Será que esses homens são menos homens por não gostarem de futebol? Será que sou menos mulher por gostar de futebol? Se a resposta for não, porque se importam tanto com minha escolha? O público masculino ainda pode ser maioria nas arquibancadas e nos programas esportivos. Mas enquanto existir milhares de mulheres apaixonadas por futebol, o nosso espaço vai ser defendido com unhas e dentes.

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