O futebol feminino e suas estrelas


Esse texto não se trata de um ranking, nosso objetivo não é de forma alguma classificar/listar "as melhores de todos os tempos". Trata-se de contar, de forma resumida, histórias inspiradoras daquelas que lutam por espaço nesse meio dominado por homens. Trata-se de uma singela e merecida homenagem.

Breve resumo sobre o futebol feminino

Surgiu na Inglaterra em 1898, quando aconteceu uma partida entre Inglaterra x Escócia. Já no Brasil o primeiro jogo disputado entre mulheres foi em 1921 entre times femininos dos bairros Tremembé e Cantareira, em São Paulo. No entanto o preconceito era tanto que na década de 40 foi criada uma lei que proibia a “prática de esportes incompatíveis com a natureza feminina”. Com o fim da lei em 1979 houve o surgimento de muitos clubes. O Esporte Clube Radar do Rio de Janeiro, por exemplo, conquistou diversos títulos no âmbito nacional e internacional. Em 1988 a CBF contou com 16 atletas do Radar para conquistar o primeiro título internacional da Seleção feminina, o “Women’s Cup of Spain”. Mais tarde, em 1991, A Fifa realizou a primeira Copa do Mundo de Futebol Feminino e em 1996 a modalidade foi incluída nos Jogos Olímpicos.

Formiga

Miraildes Maciel Mota mais conhecida como Formiga, apelido que surgiu na infância por conta da baixa estatura e agilidade. Nasceu em 1978 e é sem dúvida uma das grandes representantes do futebol feminino. Desde pequena já demonstrava grande interesse pelo esporte e era nos campinhos do subúrbio de Salvador (BA) que Formiga ensaiava os primeiros chutes. A primeira grande dificuldade da carreira foi driblar o preconceito, além dos apelidos como "mulher-macho", a jogadora conta em uma de suas entrevistas que seus irmãos mais velhos não gostavam que ela jogasse e que chegou até a apanhar:

"Acredito que não era nem por preconceito, mas acho que tinham medo que eu me machucasse, que alguém fizesse alguma maldade" (trecho entrevista ao Globo Esporte).

Sua história na Seleção Brasileira começou em 1995, quando disputou a Copa do Mundo. Daí em diante segue um currículo invejável, foram 6 participações Copas do Mundo (1995, 1999, 2003, 2007, 2011 e 2015), 5 em Olimpíadas (1996, 2000, 2008, 2012 e 2016), sendo a única jogadora a participar de todas edições da modalidade no Jogos Olímpicos. A galeria de títulos também é vasta, são 3 medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos (2003, 2007 e 2015), título Sul-Americano de 2010 e duas pratas consecutivas em Olímpiadas (2004 e 2008). Além disso, com a camisa do São José Esporte Clube (SP) foram 3 títulos da Libertadores (2011, 2013 e 2014) e um título mundial em 2014.

Com o fim das Olimpíadas do Rio, Formiga anunciou a aposentadoria da Seleção, mas pretende atuar em prol do futebol feminino fora do gramados, como treinadora: "Queria ajudar. Ver a seleção brasileira ganhar um campeonato de expressão".

Marta

Marta Vieira da Silva, ou apenas Marta, nasceu no interior de Alagoas em 1986. Sua carreira começou cedo, já em 1998 no Centro Sportivo Alagoano (CSA). Em seguida passou pelo Vasco (2000-2002) e pelo Santa Cruz Futebol Clube de Minas Gerais (2002-2004). A carreira internacional iniciou-se em 2004 quando foi contratada pelo Umeå IK da Suécia, com isso ganhou projeção mundial e passou ainda pelo Los Angeles Sol (EUA), Santos (BRA), FC Gold Pride (EUA), Western New York Flash (EUA) e Tyresö FF (Suécia).

Vestiu a camisa da Seleção nos Jogos Pan-Americanos em 2003, quando ganhou medalha de ouro. No mesmo ano disputou o campeonato Sul-Americano e em 2004 conquistou a prata nas Olimpíadas. Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo pela Fifa em 2006, 2007, 2008 e 2009. E recebeu a Bola de Ouro da Fifa em 2010.

A importância da jogadora para o Brasil é tamanha que Marta é a única mulher a deixar a marca dos pés na calçada da fama do Maracanã. Atualmente a camisa 10 do Brasil defende o FC Rosengård da Suécia.

Cristiane

A artilheira Cristiane nasceu em 1985 e no início de sua carreira chegou a passar por pequenos clubes em São Paulo, mas foi na Alemanha que ganhou destaque, atuando pelo FFC Turbine Potsdam e VfL Wolfsburg.

Na Seleção Brasileira a atacante conquistou medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio e de Toronto, além do Campeonato Sul-Americano em 2010 e as duas medalhas de prata nas Olimpíadas de Atenas e Pequim. Chegou a concorrer ao prêmio de melhor jogadora do mundo em 2007 e 2008, mas acabou ficando com a terceira colocação em ambos os casos. O status de artilheira não é por acaso, em 2012 tornou-se a maior artilheira do futebol feminino na história das Olimpíadas e em 2016 a maior artilheira do futebol em Jogos Olímpicos com 14 gols, independente da modalidade (feminino ou masculino). Passou por times como Corinthians (BRA) e Futebol Red Stars (EUA), e atualmente atua com a camisa 10 do Paris Saint-Germain.

Mesmo com tantos talentos e conquistas extremamente relevantes o futebol feminino necessita de apoio e espaço. Dessa forma, essa foi a maneira que nós do Futebol por Elas, encontramos para homenagear o futebol feminino em mais um Dia Internacional da Mulher.

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