Noite mágica para a Seleção Brasileira

Atualizado: Jul 25

O Estádio Centenário foi palco, na noite de ontem (23), para mais um clássico entre Uruguai e Brasil. Seria um grande desafio para as duas equipes, que defendiam as melhores campanhas das eliminatórias sul-americanas para a Copa da Rússia.

O jogo começou movimentado, com o Brasil no ataque. Logo aos três minutos, Firmino, sozinho, grande chance na entrada da pequena área, após cruzamento de Coutinho. No entanto, era a Celeste que iria movimentar o placar pela primeira vez. Após bola mal recuada por Marcelo, Cavani se antecipou e foi derrubado, na área, por Alisson. A penalidade foi cobrada pelo próprio atacante do PSG, que chutou forte, no canto inferior direito do goleiro brasileiro, assinalando o primeiro gol da partida aos sete minutos de jogo. Essa foi a primeira vez que a seleção de Tite saiu atrás no placar e teve de jogar e busca do resultado.

Com o time bem postado em campo, o empate brasileiro não demoraria a acontecer. Aos 18 minutos de jogo, Paulinho arriscou de fora da área e marcou o seu primeiro gol na noite memorável que estava por acontecer. Depois disso, o jogo continuou movimentado, com ambos os times adiantando a marcação, mas sem muitas chances claras de gol.

O placar permaneceu empatado até o fim da primeira etapa, mas foi alterado logo no início do tempo complementar. Aos seis minutos, Firmino chutou, na entrada da grande área, o goleiro uruguaio espalmou e Paulinho, em jogada de centroavante, marcou o segundo dele e da seleção brasileira no jogo. Mas, nessa partida, também havia espaço para o camisa 10 do Brasil, que já tinha feito boas jogadas, apesar da falta de finalizações que levassem perigo. No entanto, aos 29 minutos, Neymar aproveitou chutão de Miranda, deixou o zagueiro Coates para trás e encobriu o vascaíno Martin Silva, que se encontrava adiantado.

A essa altura, a Celeste - que jogava sem Suárez, suspenso - já não conseguia ter criatividade para armar boas jogadas de ataque, e tentava aproveitar, sem sucesso, cruzamentos provenientes de faltas e escanteios. Quem soube aproveitar mais uma chance foi o Brasil. Já nos acréscimos, o lateral Dani Alves cruzou e Paulinho, de peito, marcou mais uma vez, concluindo o hat-trick e fechando o placar em 4 a 1 para a seleção Canarinho.

A repercussão da derrota

O resultado dentro de casa, definitivamente, não era o esperado pela Celeste, e foi classificado pela imprensa uruguaia como “um balde de água fria”. A derrota acende um alerta, mas não apaga a boa campanha que o time vem fazendo. Tendo garantido a classificação para os últimos mundiais somente na respescagem, o Uruguai vem retomando, nessas eliminatórias, o posto de uma das melhores seleções do continente, superando Argentina, Colômbia e a atual bicampeã da copa América, Chile. Na próxima rodada, a Celeste encara o Peru, oitavo colocado, e tem a chance de se aproximar da classificação antecipada.

A satisfação da vitória

Para o time de Tite, a vitória confirmou ainda mais a boa fase que vive a seleção. São sete vitórias consecutivas pela competição, recorde que supera a sequência feita em 1969. Os 30 pontos alcançados após o triunfo de ontem praticamente asseguram o Brasil na próxima copa, situação quase inimaginável há um ano atrás, quando a seleção se encontrava fora da zona de classificação.

Outro motivo de comemoração para Tite foi o hat-trick de Paulinho. Depois da Copa de 2014, o volante foi esquecido por Dunga e só voltou a ser convocado após Tite assumir o comando técnico. Ainda assim, a torcida tinha muitas dúvidas sobre a permanência de Paulinho na seleção, já que ele joga no não tão prestigiado campeonato chinês. Além dos três pontos e da provável classificação, a partida de ontem serviu para que a seleção do técnico gaúcho ganhasse algo ainda mais importante - a confiança definitiva do torcedor.

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