O impossível é só questão de opinião

Atualizado: Jul 25

Já não é novidade para ninguém que, no futebol, o impossível é relativo. Durante os 90 minutos, tudo pode acontecer. Não foram poucas as reviravoltas que marcaram a história das competições que existem. Uma delas, o chamado “Milagre de Istambul”, ocorreu na Champions League de 2004-05 e ficou marcada como uma das finais mais emocionantes do torneio.

Os torcedores de Liverpool e Milan não sabiam, mas no dia 25 de maio daquele ano, estavam prestes a acompanhar um verdadeiro espetáculo, o futebol na sua essência; surpreendente, vibrante, desafiador, emocionante. O time italiano, recheado de estrelas, até assustava. Kaká, Cafu, Dida, Maldini, Pirlo, Shevchenko eram alguns dos nomes que figuravam no plantel do Milan, mas de maneira alguma intimidaram os Reds, que apesar de ter tido dificuldades naquela Champions e uma campanha inconstante nos campeonatos que disputou na época, principalmente a Premier League, resistiu bravamente até a final da Liga dos Campeões.

Se os jogadores do Liverpool e a torcida estavam esperançosos, o primeiro gol do adversário com certeza abalou a confiança deles. Maldini abriu o placar para o Milan aos 52 segundos da etapa inicial, o gol mais rápido de uma final da competição. Com total controle da partida, os italianos tiveram toda a liberdade para ampliar a vantagem. Hérnan Crespo marcou outros dois gols no final do primeiro tempo e deixou o time rubro-negro numa posição bem confortável. Foram para o intervalo sem se preocupar com o rival, aparentemente abatido. Mas no futebol, nada é realmente uma certeza até que se ouça o apito final. E assim foi.

Muito provavelmente o Milan não esperava uma reação do Liverpool, dificilmente se espera uma reação de um time que leva 3 gols apenas no primeiro tempo. O time inglês, porém, movido pela força e pela bravura que o fizeram ser o que é até hoje, se recusou a desistir e aceitar a derrota. Sua torcida fez valer o “You’ll Never Walk Alone” (você nunca caminhará sozinho) e permaneceu ali, incendiando os jogadores e com tamanha expectativa que os contagiou ainda mais. Seis surpreendentes minutos foram suficientes para que o Liverpool empatasse o jogo.

O primeiro gol do Liverpool foi do capitão Gerrard, de cabeça. O segundo veio apenas dois minutos depois, de Smicer. Depois, Gerrard foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti a favor da equipe inglesa. Xabi Alonso cobrou a penalidade máxima, Dida segurou, mas bobeou e no rebote, Alonso se redimiu, empatando a partida. Na prorrogação, nada de gols. A disputa foi para os pênaltis, dando um tom ainda mais dramático para aquela final, que já havia sido emocionante por si só. Dudek, o goleiro do Liverpool, foi o herói da disputa. Defendeu dois pênaltis do Milan, batidos por Pirlo e Shevchenko.

O placar final da disputa ficou em 3 a 2 para o Liverpool, que se sagrou pentacampeão da Champions League em uma final que ficará marcada para sempre na história da competição e principalmente na história do futebol.

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