Chocolates no Campeonato Brasileiro

Atualizado: Jul 25

Quando pensamos sobre a Páscoa com certeza vem a história sobre a ressurreição de Jesus, o tempo da mudança e de pensarmos sobre tudo o que já vivemos. Mas além disso, também tem a gostosa troca de chocolates - e o que isso tem a ver com futebol? Bom, quando falamos “chocolate” no futebol, falamos sobre aquelas goleadas históricas, e por isso, resolvi buscar algumas goleadas já acontecidas no Campeonato Brasileiro.

Corinthians x Santos - 2005: que tal começarmos com um clássico paulista ocorrido em 2005? Corinthians e Santos disputavam a 37ª rodada do Campeonato Brasileiro no Pacaembu, o Santos estava na metade da tabela e não brigava pelo título e nem para não cair. Já o Corinthians estava na disputa pelo primeiro lugar, o qual levaria a taça neste ano. Com menos de um minuto de jogo o Corinthians mostrou para que veio, com passe de Tévez para Rosinei, o primeiro gol já havia saído: 1 a 0. O Santos ficou meio perdido na partida, mas isso não os impediu de correr atras do empate, e ele veio após uma cobrança de escanteio - gol de cabeça do Geílson: 1 a 1. O time corinthiano aproveitou mais um erro da zaga santista e virou o jogo: 2 a 1, com gol do argentino Tévez, o mesmo fez mais um antes de sair para o intervalo: 3 a 1.


Retomando no segundo tempo, o Corinthians se manteve acima do Santos, atacando nos primeiros segundos da etapa final. E o drama santista estaria apenas começando, após uma falta sobre o camisa 10 corinthiano, o jogador Rogério foi expulso piorando ainda mais a situação do Peixe. Logo após a expulsão, Carlito Tévez tabelou com o Nilmar e fez mais um: 4 a 1, o terceiro dele na partida. 4x1 já seria um bom resultado em cima do seu rival, não é mesmo? Não, não foi isso que o Nilmar pensou após ver o goleiro santista rebater mal a bola. O jogador aproveitou a falha e marcou o seu gol na partida: 5 a 1. O sexto gol da Gavião veio após o cruzamento de Jô - jogador que entrou no lugar do Tévez, que saiu ovacionado pela torcida. Nilmar fez o seu segundo gol na partida de cabeça: 6 a 1. A Fiel gritava “Olé” das arquibancadas, enquanto os santistas imploravam pelo apito final, e foi aos 45 minutos que veio o sétimo gol de falta: 7 a 1 - Marcelo Mattos cobrou a falta na meia-lua, a bola bateu na trave e entrou para o gol. Realmente esse dia não foi um bom dia para a equipe santista. E o final foi esse, 7 a 1 fora o baile.


Chapecoense x Internacional – 2014: na Arena Condá, pela 27ª rodada, a Chapecoense recebeu o time do Internacional. O time gaúcho lutava pela parte de cima da tabela, o que indicava que seria um jogo apropriado para o colorado, porém, na prática foi um pouco diferente. O time comandado por Abel Braga na época, teve uma atuação fraca no primeiro tempo não conseguindo finalizar com precisão. Quase no fim da primeira etapa, o time de Chapecó cruzou na área e o jogador Diones, sozinho, cabeceou para o gol: 1 a 0. Com o gol sofrido, Inter ficou desestabilizado e deu mais uma oportunidade para a equipe da casa aproveitar com o Leandro - o mesmo tirou o goleiro Dida da jogada e marcou o segundo gol da partida: 2 a 0.


No segundo tempo, o colorado continuou devagar, porém, teve uma chance com o Rafael Moura, mas estava impedido e o gol foi anulado. A Chapecoense, pelo contrario, continuou atacando e foi então que o terceiro gol chegou para o delírio da torcida presente na Arena Condá - mais uma vez o Leandro deixou o dele: 3 a 0. Aos 30 minutos o Inter cedeu uma falta perigosa ao time rival - Camilo atingiu a bola na trave, Diones aproveitou que a zaga ficou parada e marcou o quarto da partida: 4 a 0. Já no fim de jogo, uma falha gritante do Ernando obrigou o goleiro Dida a cometer um pênalti e consequentemente ser expulso do jogo. Como já havia acontecido as três alterações, Rafael Moura teve a responsabilidade de ir para o gol e tentar segurar o pênalti a ser batido pelo Camilo. Na cobrança, o Rafael apenas olhou a bola passar ao seu lado e assim a partida terminou em 5 a 0.


Goiás x Palmeiras – 2014: pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time de Dorival Junior foi até o estadio Serra Dourada enfrentar o Goiás. O Palmeiras dependia de si mesmo nesta partida. Caso terminasse com a vitória o time sairia da zona de rebaixamento, mas isso ficou difícil logo nos primeiros minutos do apito inicial. Aos seis minutos, Esquerdinha deu um passe para Ramon, que aproveitou a saída do Deola para abrir o placar: 1 a 0. Pouco tempo depois, a zaga palmeirense cometeu uma falha, o jogador Erik da equipe do Goias aproveitou e marcou o seu: 2 a 0. A equipe Palmeirense não esboçou nenhuma reação nesse meio tempo, pelo contrario, cometeu mais um erro em sua área defensiva ao recuar uma bola para o goleiro Deola - Erick que com certeza não tinha nada a ver com os erros defensivos da equipe rival, aproveitou o momento e deu um chute cruzado: 3 a 0. A zaga alviverde estava totalmente perdida no jogo, isso já era bastante explicito, e novamente após mais um erro, o goleiro palmeirense teve que defender uma bola recuada com erro e com isso o juiz marcou recuo de bola e tiro indireto para a equipe do Goiás. David bateu a falta com categoria e marcou o quarto: 4 a 0. Vale lembrar que isso tudo foi ainda no primeiro tempo.


O técnico Dorival fez logo suas três substituições, o alviverde precisava da vitória de qualquer jeito, mas novamente, nos primeiros minutos, o Esmeraldino trocou passes no seu campo de ataque - Moises recebeu e soltou uma bomba, que rebateu no Lúcio e sobrou nos pés de Thiago Mendes, que bateu de primeira e fez quinto para o seu clube: 5 a 0. Sem conseguir reagir no jogo, a equipe palmeirense ainda teve um jogador expulso após uma entrada criminosa no jogador Ramón. Com um a menos, o Palmeiras deu espaço para o Welliton Junior chutar fora da área e marcar o sexto e assim terminou o jogo na Serra Dourada: 6 a 0. Após esse placar o Palmeiras ficou na lanterna do brasileiro.


Flamengo x São Paulo – 2005: o Flamengo recebia no Estádio Luso-Brasileiro a equipe são-paulina, recente campeã da Copa Libertadores. Ao contrário deles, a equipe carioca passava por momentos ruins no brasileiro – 13 jogos sem vencer. Como o São Paulo não tem nada a ver com a situação da equipe adversaria, começou pressionando e logo aos três minutos abriu o placar: após a cobrança de escanteio, o zagueiro Edcarlos cabeceou para o fundo da rede: 1 a 0. O rubro-negro despertou após o gol e passou a atacar o time paulista, foi aos 9 minutos que o atacante Josafá chutou para o gol: 1 a 1. E foi a partir daí que o jogo passou a esquentar, ambas equipes tiveram oportunidades de virar o jogo. O clima esquentou tanto que teve uma breve discussão em campo - o jogador Amoroso (que de amoroso não teve nada né?!) deu uma cotovelada em um jogador rubro-negro, Renato foi tirar satisfação e depois de muito empurra-empurra, palavrões trocados e gritarias, o juiz decidiu expulsar o Renato (Flamengo) e o Junior (do São Paulo, que apenas tentou amenizar os ânimos, mas acabou levando cartão). O Amoroso continuou em campo. Com a partida reiniciada e com um a menos em cada lado, o Flamengo sentiu a perda de um dos seus jogadores. Logo o São Paulo aproveitou, e como uma jogada parecida com a do primeiro gol, desempatou o jogo: 2 a 1. O Flamengo atacava, porém, errava muitos passes que gerava o contra-ataque para o tricolor paulista. O drama flamenguista piorou quando Josafá – um dos melhores em campo - saiu lesionado dando lugar a Fabio Junior. Com a defesa fraca e exposta, o São Paulo continuou atacando e após mais uma falha do Renato Silva, o tricolor fez o terceiro com o Amoroso: 3 a 1.


No segundo tempo a torcida carioca já estava sem paciência, e aqueles que ainda se mantiveram no estádio vaiavam o time e gritavam “Time Horroroso”. Porém, o pior ainda estava por vir. Nos cinco minutos finais, o Flamengo aparentemente desistiu do jogo e deu espaço para o time do Morumbi fazer três gols, isso mesmo, três gols em menos de cinco minutos! Aos 42 minutos do segundo tempo, Thiago chutou da meia-lua e fez um belo gol. Aos 45 minutos, Thiago chutou novamente e no rebote Mineiro, jogou para dentro da rede. E para terminar logo o desastre carioca, aos 46 minutos, Souza fez um golaço da intermediária no canto direito do goleiro rubro-negro. E o massacre terminou assim: 6 a 1.


Atlético Paranaense x Vasco – 2005: o Furacão não tem esse apelido à toa, e nessa partida contra o Vasco fez jus ao nome recebido. Sem o seu principal jogador disponível para o dia (Romário), o Vasco iniciou a partida em Curitiba já sofrendo pressão da equipe paranaense. Logo aos 9 minutos, Evandro tentou uma bicicleta, e mesmo falhando, a bola sobrou para Paulo André que não desperdiçou a chance e chutou para o fundo da rede: 1 a 0. O Atlético não se acomodou e continuou atacando. Aos 15 minutos, uma falta a favor do Furacão - Fabrício bateu com força, o goleiro cruz-maltino espalmou, Evandro em posição legal – apesar das reclamações vascaínas, fez o segundo da partida: 2 a 0. Novamente, em menos de dez minutos após o gol, o Atlético foi para o campo de ataque, pela esquerda com Marcão, cruzou e Lima marcou mais um: 3 a 0. A goleada chegou com uma bela falta cobrada por Jancarlos, aos 44 minutos do primeiro tempo - a bola foi no ângulo do gol cruzmaltino: 4 a 0. Com isso o Vasco ia para o intervalo sofrendo uma goleada no primeiro tempo e com poucas chances de ataque.


Na segunda etapa pouca coisa mudou, aos cinco minutos o quinto gol já estava sendo criado por Fabricio que tocou para Marcão, o mesmo cruzou na área e Lima completou de letra: 5x0. Mesmo com a derrota anunciada, o cruzmaltino foi atrás do seu chamado gol de honra, e aos 10 minutos Anderson tocou na saída do goleiro paranaense fazendo o primeiro do Vasco: 5 a 1. O Atlético ainda não parecia contente com essa goleada e foi atrás de mais um gol. Com uma bola na área, Aloiso se confunde inicialmente com os zagueiros, mas gira e consegue chutar para o gol marcando o seu primeiro na partida e no campeonato: 6 a 1. Perto do fim da partida, o Vasco sofre uma falta dentro da área resultando em um pênalti, Alex Dias bateu e fez o segundo do time carioca: 6 a 2. Acabou? Poderia, mas como eu havia dito, o Furacão não tem esse apelido à toa! O Rubro-negro partiu para cima nos segundos finais, e em um cruzamento, Finazzi cabeceia a bola para o fundo do gol, finalizando o jogo em 7 a 2.


Esses foram alguns chocolates (goleadas) escolhidos por mim. Com certeza, para alguns foram bem amargos. Mas, nessa Páscoa, quero que todos se deliciem dos chocolates bem docinhos, e também estejam ao lado de sua família e jamais se esqueçam da verdadeira razão desse dia. Que tenham todos uma Feliz Páscoa e que o seu time distribua “chocolates” nos próximos jogos.

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle