Semana do Goleiro: Cássio, o Gigante alvinegro

Atualizado: 24 de Jul de 2020

Ser goleiro não é fácil, é ir de herói a vilão em frações de segundo. É ser amado em um dia e odiado no outro. É sempre buscar o inalcançável. É se questionar o inquestionável. Se ser goleiro já é complicado, imagina ocupar o posto de grandes ídolos do Corinthians como Gilmar dos Santos Neves, Ronaldo Giovanelli e Dida. Ah, mas isso Cássio tirou de letra, não apenas substituiu os grandes goleiros, como também juntou-se a eles no mural de ídolos da Fiel.


A muralha alvinegra nasceu no dia 06 de junho de 1987, em Veranópolis, cidade situada na Serra do Rio Grande do Sul. Começou sua carreira no Grêmio, atuou em apenas três jogos pelo Tricolor Gaúcho. O atleta se transferiu para o PSV Eindshoven, no final de 2007, mas não obteve sucesso em sua passagem. No fim de 2011, acertou com o Corinthians. Chegou ao Timão em meio a desconfiança, e com o Júlio César, o então titular, Campeão Brasileiro de 2011. Em abril 2012, assumiu a vaga de titular, e não saiu mais de lá. Foi um dos protagonistas daquele ano perfeito para a nação corinthiana. Dentre vários jogos daquela inesquecível conquista invicta da Libertadores, está o jogo contra o Vasco, o primeiro jogo entre as equipes havia terminado 0 a 0.


No dia 23 de maio de 2012, um dia depois do meu aniversário, Cássio fez um verdadeiro milagre. Aquele jogo foi teste pra cardíaco. Tite, meu amado técnico, foi expulso e se juntou a Fiel na arquibancada, gol aos 42 minutos do meu ídolo Paulinho (sim, chorei e muito), mas nada disso teria entrado nas memórias boas se não fosse o MELHOR goleiro. Aos 18 minutos do segundo tempo, após chute errado do ex-lateral Alessandro, Diego Souza partiu sozinho do meio de campo e bateu fraco, na saída de Cássio, que milimetricamente tirou a bola pra escanteio. Cássio se tornou GIGANTE na frente do meia vascaíno.


Em dezembro, no mundial de clubes, mais uma vez foi um dos destaques da equipe, eleito o melhor jogador da competição. No início do jogo contra o Chelsea, defendeu duas do zagueiro Gary Cahill, com bola em cima da linha. Depois, fez parar os chutes de Mata, Moses, Hazard e Torres. E ainda no final do jogo, Cássio fez a defesa mais importante do jogo. Fernando Torres chegou livre e chutou, mas o gigante usou os pés para garantir o Bicampeonato mundial do Corinthians.


Eu falo do Cássio, e me emociono. O campeão nasceu no imortal de Porto Alegre para se imortalizar no gigante alvinegro paulista. Ele tem estrela, ele tem luz, ele reluz, ele é ídolo, ele é incrível. Dentre vários goleiros atualmente no Brasil, ele é um dos melhores, isso se não for o melhor. Não foge nos momentos ruins, chama a responsabilidade e se destaca. Após as conquistas, oscilou, reconheceu e melhorou. Ano passado, amargou o banco de reservas, e até cogitou-se ele em outros clubes no Brasil, como Grêmio e São Paulo. Mas, não. O alvinegro continuou no Parque São Jorge, acreditou que seu trabalho não deveria ser concluído de uma forma que saísse pelas portas do fundos.


O Cássio é gigante! Respeitado por seu tamanho e talento. Gigante na história de um outro gigante, parece redundante, mas é a verdade. Cássio é um nome incontestável na história do Sport Club Corinthians Paulista. Atuou em mais de 270 jogos e novamente vive uma boa fase. A confiança da torcida não é a toa. Foi conquistada. Dono de uma hombridade, humildade e dedicação, ele é o reflexo do torcedor alvinegro, e quem sabe um dia será o goleiro que defenderá as cores da seleção brasileira.


Clubes por onde passou: Grêmio (2004 à 2007), PSV Eindhoven (2007 à 2012), Sparta Roterdã (2009).



Títulos: Campeonato Gaúcho (2006), Campeonato Neerlandês (2007/08), Supercopa dos Países Baixos (2008), Copa Libertadores da América (2012), Mundial de Clubes da FIFA (2012), Campeonato Paulista (2013), Recopa Sul-Americana (2013) e Campeonato Brasileiro (2015).

0 comentário

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle