Libertadores: sinônimo de casa cheia e show da torcida

Atualizado: Jul 26


Depois de levantar a taça do Brasileiro de 1980, foi a vez do Flamengo buscar a conquista da América. Antes disso, entre as equipes brasileiras, apenas o Santos de Pelé (1962 e 1963) e o Cruzeiro (1976) haviam ganhado a competição.

A 22ª edição do campeonato sul-americano foi marcado por muitas polêmicas impactantes. Porém, em meio a tudo isso, segundo a Conmebol, o Flamengo levou 516.382 torcedores ao Maracanã, nas seis partidas disputadas no estádio. Este é o maior público já registrado em uma edição da Libertadores.

Na final, Zico marcou dois gols na primeira partida e mais dois na terceira - o segundo gol em uma das suas inesquecíveis cobranças de falta. Com 11 gols, o Galinho foi o artilheiro daquela edição. Campeão da Libertadores de 1981, o Flamengo disputou a Copa Intercontinental - em dezembro do mesmo ano -, levantando a taça de campeão mundial, com um público de 62 mil pessoas.

36 anos depois do título, o Flamengo anseia levantar mais uma vez aquela taça. Alguns de vocês - como eu -, provavelmente não viveram aquela Era de Ouro do nosso rubro-negro, muito menos puderam lotar aquele velho Maracanã com mais de 100 mil pessoas por jogo. Mas olha, ainda estamos mandando muito bem.

Nesta edição, ocupamos os três primeiros lugares no ranking de equipes com maior média de público: 53.998 pagantes. Na estreia, contra o San Lorenzo, éramos 60.089 (2º) torcedores loucos e apaixonados lotando o Maracanã no Dia Internacional da Mulher. Já contra o Atlético-PR, debaixo de uma chuva incessante, colocamos 58.558 (3º) rubro-negros no Maracanã. E na última quarta-feira (3), com o Universidad Católica, batemos o recorde de público - que já era nosso pelo jogo da estreia: 61.363 dando um show de apoio ao time.

As duas primeiras partidas foram marcadas por lindos mosaicos que fecharam o anel do estádio. Contra o San Lorenzo, a frase "Isso aqui é Flamengo" e os anos "1981" e "2017" levaram a torcida a loucura. Já fui a muitos jogos do Flamengo - inclusive de Libertadores -, mas talvez nunca tenha chorado e me arrepiado tanto quanto esse. Cantávamos balançando os cartazes do mosaico com todo amor e voz possíveis.

No jogo contra o Atlético-PR, a surpresa foi em 3D. Primeiramente, o mosaico mostrava a cobrança de falta de Zico, em 1981 - gol do título da Libertadores.

Depois, quando viramos os cartazes, formava-se a frase "Seremos campeões". ​

Contra o Univesidad Católica não teve mosaico, mas o Globo Esporte, na edição de quinta (4), abriu o programa com um vídeo que talvez retrate toda a emoção que vivi nesses três jogos.

Somos líderes do grupo 4 e um empate no jogo contra o San Lorenzo, dia 17, garante a vaga nas oitavas de final. No mais, resumiria a torcida rubro-negra na Libertadores em dois tipos: os que viveram 81 e querem bis e os que sonharam 81 com os olhos de alguém e querem suas próprias lembranças.

"Ele não foge da luta (é Flamengo!) Ele não desiste nunca (é Flamengo!) Mengo não tem torcida, tem nação!"

Que aquela Raça, Amor e Paixão de 81, passe de pai para filho, como recebi do meu pai.

Saudações Rubro-Negras!

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle