Copa del Rey: dos Campeones

Atualizado: 26 de Jul de 2020


Grandes emoções para uma noite: final da Copa do Rei da Espanha. Última partida antes do Vicente Calderón fechar suas portas, mais um título entregue neste palco; despedida do técnico Luis Enrique no comando do Barcelona, em 1996 este estreava como jogador no clube catalão; Neymar consegue grande feito: marca em três finais consecutivas da competição, o último a conseguir isto foi Ferenc Puskás (1960, 1961, 1962). Duas grandes campanhas nesta competição, dois clubes merecedores da final. O pequeno Alavés com garra deixou pelo caminho: La Corunã, Alcorcón e Celta de Vigo. O Barcelona derrotou grandes clubes durante a competição: Athletic de Bilbao, Real Sociedad e Atlético de Madrid. Casa cheia, torcedores apaixonados, jogadores com disposição e ânimos à flor da pele, uma final de dar gosto de se ver.

Um jogo marcado por respostas imediatas, um jogo equilibrado. Se o Alavés foi o primeiro a chegar com grande perigo ao ataque beliscando a trave, o Barcelona respondeu com Iniesta causando no ataque. Um pouco depois, o primeiro gol com parceria de uma dupla que já está marcada no clube catalão: Neymar e Messi. Após tabelarem, o argentino chutou no canto do goleiro Pacheco que ficou sem chance de defesa. Mais uma resposta, era a vez do Alavés: Theo acertou o ângulo após cobrança de falta, tudo empatado novamente. Se o camisa 15 sabe cobrar faltas, Messi também sabe, porém, encontrou pela frente um grande goleiro que defendeu em dois tempos. Chega de equilíbrio, vamos desencadear o jogo. O gigante apareceu, desta vez Neymar, o brasileiro recebeu de André Gomes e deixou o seu como de costume. Três minutos mais tarde, a genialidade apareceu com nome e sobrenome: Lionel Messi. O argentino carregou a bola da direita para o meio deixando pelo caminho três marcadores, arranjou um passe preciso para Paco Alcácer que só precisou empurrar para o fundo das redes.

Se o primeiro tempo foi de equilíbrio, parecia que o Alavés havia sentido os gols e desistido, enquanto o Barcelona continuava com a pressão, mas parava no grande goleiro adversário. Aos 25’ o pequeno acordou, mas também recebeu resposta do goleiro adversário, era tarde demais para reagir. Quando o apito soou, a comemoração discreta do time catalão que chegou ao seu 29º título, sendo o seu terceiro consecutivo. O choro desolado do Alavés, que chegou com muito esforço na final e trazia dentro do peito a esperança da vitória.

A festa ecoou na arquibancada: ambas as torcidas gritavam “campeones” para os seus jogadores. Eram campeões sim, campeões de estarem ali, campeões por irem atrás dos seus sonhos e fazerem o que mais amam com muito amor. Imagens gravadas em nossos corações: o pequeno jogador do Alavés chorando pela derrota, outra criança ao seu lado o confortando e comemorando como se tivesse ganhado o título. Do outro lado, festa catalã, muitas famílias comemorando a oportunidade de assistir grandes gênios como: Messi, Iniesta, Neymar. Cada um dos 27 jogadores e comissão técnica que participaram no decorrer da competição, estão marcados em nossos corações, na história do seu clube. Obrigada Barcelona, obrigada Alavés, obrigada futebol, dias como esses jamais serão esquecidos.

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