Grazie per Totti, capitano!

Atualizado: Jul 26

“Vou parar de emocionar vocês com os pés, mas meu coração sempre estará com vocês.” Essa foi uma das últimas frases do discurso de despedida de Francesco Totti, depois de 25 anos vestindo a camisa da Roma. No domingo (28), 8.823 dias depois de começar, essa linda história teve seu capítulo final.

Na verdade, a história entre Totti e Roma nasceu há 28 anos, em 1989. Aos 13 anos de idade, o jovem Francesco pisou pela primeira vez no clube do coração. Desde então, a relação de amor entre os dois só se intensificou. A estreia pelo time profissional veio em 28 de março de 1993, aos 16 anos, com vitória de 2x0. Foi titular pela primeira vez em 16 de dezembro do mesmo ano e foi campeão pela primeira vez com o time romano em 2001. Com a crescente visibilidade do garoto, começaram a surgir propostas de vários clubes. Mas ele não quis ir embora. O amor pela Roma parecia sobrepor qualquer valor oferecido pelas grandes equipes.

Totti foi o maior artilheiro da história da Roma, e o jogador que mais atuou pelo time na história; o segundo maior goleador da história da Serie A italiana, com 250 gols, e o maior artilheiro entre os jogadores em atividade; o jogador que mais marcou na Serie A por um único time; conquistou 1 Scudetto, 2 Copas da Itália e 2 Supercopas da Itália. Pela seleção italiana, foi campeão do mundo em 2006.

A noite de ontem foi mágica, como se tivesse seguido o roteiro perfeito de um filme. A Roma saiu perdendo com um gol do rival logo aos três minutos. Totti, que estava no banco, parecia apreciar cada minuto do jogo, na última vez em que participaria diretamente. Aos dez da primeira etapa, a história começou a se moldar: Dzeko aproveitou para empatar a partida e fazer a alegria da torcida romana. Com sete minutos do segundo tempo, Luciano Spalletti tirou Salah para colocar Totti, que entrou em campo ovacionado. Quem pensou que o romanista entrou apenas para receber as homenagens pelo último jogo, enganou-se. O camisa 10 participou de jogadas incríveis que levantaram a torcida. A Roma dominava o Genoa. Tanto é que, aos 29 minutos, Daniele De Rossi, candidato a sucessor de Totti como capitão, virou o jogo para os giallorossi. O Estádio Olímpico parecia pequeno em meio à grandiosidade daquele momento.

Porém, cinco minutos mais tarde, o Genoa resolveu estragar a festa dos romanistas e deixou tudo igual. A frustração era nítida não só nos rostos dos torcedores, mas também nos jogadores da Roma. Mas como eu disse antes, esse jogo em especial pareceu seguir um roteiro de filme hollywoodiano. Aos 45 do segundo tempo, Perotti vira mais uma vez o jogo a favor dos donos da casa. Todos os giallorossi estavam extasiados com o desfecho de temporada mais perfeito na Serie A italiana em anos: com a vitória, a equipe garantiu o segundo lugar no campeonato e confirmou vaga para a fase de grupos da próxima temporada da Champions League. Além disso, a Roma bateu o próprio recorde de gols em uma temporada do torneio: 89.

Depois do fim do jogo, Totti voltou ao campo para ser homenageado. Com a família, emocionou-se, emocionou a todos os que estavam presentes e aos que assistiam pela TV. Não tinha como não ficar com os olhos marejados naquele momento. Tanta história feita, tanto amor por um clube, acompanhados de tanta qualidade e tanta dedicação. Em seu discurso, mostrou mais uma vez a representatividade que a Roma tem na sua vida: “Nascer romano e romanista é um privilégio”. Desabafou e encantou mais uma vez a todos que o viam ali. Foram 785 jogos e 307 gols pela Roma. Francesco Totti terminou a carreira sem muitos títulos de relevância internacional, mas sempre pôs o amor à frente do dinheiro e colheu os frutos de um dos melhores sentimentos existentes: a gratidão.

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