Jogador, auxiliar e treinador: a carreira vitoriosa de Zidane no Real Madrid

Atualizado: 24 de Jul de 2020

O Real Madrid conquistou a décima segunda Champions League de sua história, isolando-se como o maior vencedor da competição e colocando a Espanha no centro da Europa pelo quarto ano consecutivo. Foram muitas as estrelas dessa noite mágica, mas um dos maiores responsáveis pelas três últimas conquistas do Real Madrid na Champions tem nome e sobrenome: Zinedine Zidane.


Para além dos títulos, o Real Madrid com Zidane teve uma considerável melhora tática e um maior entrosamento entre os jogadores. Assumiu o comando técnico da equipe merengue, em janeiro de 2016, em um momento em que o clube havia enfrentado uma péssima temporada de 2014/15, sem ter conquistado nenhum título, e estava tendo uma temporada igual à anterior. Foi contestado quando entrou, por não ter experiência. Hoje, Zizou passou a ser cogitado como o melhor treinador do mundo – apesar de ele mesmo não concordar com isso.


Como jogador merengue, o francês compôs a primeira era de “Galácticos” e foi a negociação mais cara do clube até a contratação de Cristiano Ronaldo, em 2009. Chegando na temporada 2001/02, Zidane teve a oportunidade de levantar a orelhuda pela primeira vez na carreira. Começou a desenhar a história dessa conquista marcando um dos gols da vitória sobre o Barcelona, em pleno Camp Nou, na semifinal, cujo placar agregado foi 3x1 para o Real Madrid. Além disso, marcou na final, contra o Bayer Leverkusen, um dos gols mais bonitos da história da Champions League e que garantiu a “La Novena”, o nono título da equipe madrilenha no torneio. No mesmo ano, conquistou a Supercopa da UEFA e o Mundial de Clubes. Depois de sair da equipe, em 2006, aposentou-se.


Voltou ao Real Madrid em 2013, como auxiliar do então treinador Carlo Ancelotti. Na função, ganhou a Copa do Rei e a “La Décima”, o décimo título da equipe merengue na Champions. Depois disso, foi convidado a ser técnico do Real Madrid Castilla, o time B, em 2014. Pouco mais de um ano depois, Zidane foi anunciado como treinador do Real Madrid. Era a primeira experiência do francês em uma equipe principal e, em volta disso, havia uma grande desconfiança. O resto, nós já sabemos.


Em 18 meses como técnico, Zidane ganhou uma La Liga, quebrando o jejum dos madridistas de cinco anos sem vencer a competição, duas Champions League, tornando o Real o primeiro time a ganhar dois títulos seguidos do torneio na era moderna, uma Supercopa da UEFA e um Mundial de Clubes. Foi responsável pela conquista do “doblete” – La Liga e Champions League –, o primeiro na era moderna das competições. Em 87 jogos, ganhou 65, empatou 15 e perdeu apenas sete.


É certo que nem sempre Zidane fez as melhores escolhas para os jogos, como no El Clásico do final desta temporada, quando optou por começar com Gareth Bale voltando de lesão, mesmo com Isco tendo jogado melhor – o galês se lesionou de novo, e a equipe madrilenha perdeu no finalzinho. Mas fez uma boa escolha quando resolveu poupar Cristiano Ronaldo de alguns jogos, o que foi fundamental para preservar a forma física do craque e garantir o bom desempenho do atleta nas partidas decisivas do final da temporada. Entre erros e acertos, o futebol do Real Madrid tem se mostrado regular desde a chegada do francês. A conquista de duas Champions em dois anos coroou o excelente começo de trabalho do “inexperiente” treinador. Os resultados colhidos são derivados do trabalho contínuo e da confiança mútua entre Zidane e os jogadores.

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