Por trás da história: camisa do 8

Atualizado: Jul 25

É muito difícil a missão de falar sobre a camisa do Esporte Clube Bahia. Ela carrega tantas histórias, tanta devoção, tanto amor. Como transcrever todo significado de algo que nem a torcida mais apaixonada consegue definir? Fiquei por horas pensando em qual camisa, qual número, qual história escolher. Depois de muito ler e pesquisar, cheguei à conclusão que qualquer escolha é arriscada, o Baêa (como é carinhosamente chamado por nós, torcedores) é grande demais, nada será unânime, então, não escolherei uma camisa, mas farei um copilado.

Se me perguntarem qual a camisa do Baêa acho mais bonita, não saberei responder. Sou daquelas torcedoras que se apaixona por todas e que nunca tem uma favorita, mas se me perguntarem o número que eu mais gosto de ver estampado na camisa do tricolor, sempre está na ponta da língua: ah, eu gosto da camisa 08. Para os torcedores do Baêa, a camisa 08 é emblemática, ela foi carregada por dois dos grandes ídolos da torcida.

Em 1959, um baiano franzino foi a grande estrela tricolor na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, título este conquistado em cima do Santos de Pelé. Marito da Nova Bahia, o Marito ou Diabo Loiro, foi titular durante todos os jogos da triunfal campanha que culminou com o título. O jogador dedicado e muitas vezes torcedor, jogou 261 vezes com a camisa sagrada e marcou 63 gols, conquistando 8 títulos pelo time. Era o início do legado da camisa 08, número que Marito usou durante toda sua trajetória no tricolor, mostrando que essa camisa viria ser especial para os torcedores.

E quem disse que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Em 1988 tínhamos mais um camisa 08 para iluminar nossa trajetória para conquistar o bicampeonato brasileiro. Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô (quero deixar evidente aqui, que este é o meu ídolo no futebol), baiano e sofredor (como ele mesmo se definiu após o título), carregou junto aos seus companheiros o time que para muitos foi o maior tricolor de todos os tempos. Bobô era o xodó da torcida, fez gol na final contra o Inter, chorou, agradeceu, se declarou e ouviu da torcida: FICA BOBÔ, VOCÊ É NOSSO. E não é que a torcida estava certa? Aquele camisa 08 sempre foi nosso, além de gols e títulos, o famoso camisa 08 de 88 ainda esteve conosco como técnico e como diretor.

Não há dúvidas, a camisa número 08 é imortal para nós, torcedores do Baêa. Alguns torcedores acreditam que esta camisa deveria ser aposentada, pois seu peso é incalculável, além desses dois grandes jogadores, ela foi a eleita por Fito, Úeslei e Eliseu para que pudessem fazer história. Para mim, não podemos aposentar a camisa 08, temos que deixar que outros ídolos nasçam, que crianças sonhem em fazer história usando nossas cores e carregando a camisa 08 dos seus ídolos.

O azul, vermelho e branco representa mais de 4 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. A camisa 08 foi escolhida, mas cada torcedor possui uma camisa, um número, todos têm sua história e cada história é apaixonante e dá peso ao manto sagrado que usamos com tanto orgulho. Muitas camisas ainda surgirão e todas serão inesquecíveis, pois nossas cores, nosso escudo e nossa história é GIGANTE. Eu amo essa camisa, eu amo esse clube, BORA BAÊA.

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