‘Vocês vão ter que me engolir', relembre a polêmica frase e a trajetória de Zagallo pela Seleção

Atualizado: 24 de Jul de 2020


Há mais de 20 anos, em 29 de junho de 1997, Zagallo comemorava o título da Copa América daquele ano com um desabafo. A polêmica frase tornou-se um marco para o futebol brasileiro e, pelo menos uma vez na vida, você deve ter assistido à esse momento.

No entanto, no último dia 29, o episódio ganhou uma revelação. Em uma entrevista exclusiva ao UOL, o ex-treinador da seleção diz que a declaração tratava-se de "uma resposta indireta" à imprensa, em especial dois jornalistas, Juca Kfouri e Juarez Soares. Segundo Zagallo, eles "estavam fazendo uma onda muito grande" para que Vanderlei Luxemburgo assumisse o comando da seleção. Ambos os jornalistas negaram que tinham a intenção de "derrubar" Zagallo do cargo, porém, Juarez Soares afirma que acreditava que "o prazo dele na seleção tinha vencido" e via em Vanderlei "o melhor treinador do Brasil", no momento.

Apesar das polêmicas, Zagallo é um dos grandes ícones do futebol brasileiro. Vamos relembrar o porquê. O alagoano Mario Jorge Lobo Zagallo nasceu em 9 de agosto de 1931, aos oito meses mudou-se para o Rio de Janeiro e foi na cidade maravilhosa que descobriu sua grande paixão: o futebol. Começou a carreira em 1948, jogando na equipe juvenil do América. Em 1950, foi transferido para as categorias de base do Flamengo. No mesmo ano, ainda teve a possibilidade de assistir ao duelo entre Brasil e Uruguai pela final da Copa do Mundo. Foi tricampeão carioca pelo Flamengo e, em 1958, chegou ao Botafogo, consagrando-se bicampeão carioca pelo clube.

Sua caminhada com a "amarelinha" começou na Copa do Mundo na Suécia, em 1958. Em meio a tantas estrelas, o que lhe garantiu a convocação foi seu estilo de ponta que atacava e defendia. Na Copa de 1962, o velho Lobo tornou-se bicampeão com o Brasil, encerrando sua carreira como jogador em 1964. Iniciou sua vitoriosa carreira como técnico com a conquista botafoguense em 1968, após tornar-se bicampeão da Taça Guanabara e Carioca e a Taça Brasil.

No ano seguinte, Zagallo retornava à seleção para ser o comandante mais novo a assumir essa responsabilidade. Com um time brilhante que contava com Pelé, Tostão, Rivelino entre outros, o treinador conquista sua terceira Copa. Na Copa seguinte, após o "desmanche" da seleção, o Brasil caiu na semifinal para a Holanda, a famosa "Laranja Mecânica".

Treinou outras seleção como Emirados Árabes e Arábia Saudita. E retornou ao Brasil como coordenador técnico de Parreira na Copa de 1994. Na Copa seguinte, era novamente o treinador do Brasil, quando perdeu na final para a anfitriã França. Encerrou sua carreira como técnico em 2001, sendo campeão carioca pelo Flamengo. Ainda dirigiu a coordenação técnica da seleção na Copa de 2006, a convite de Parreira.

Superstição

Sua obsessão pelo número 13 vem da devoção de sua esposa a Santo Antônio, dia 13 de junho é celebrado o dia do santo.

Futuro da Seleção

Em entrevista ao SporTV em abril, Zagallo diz que: "O Tite vem fazendo um trabalho sensacional, praticamente com os mesmos jogadores. Aí é uma questão de dedo. Ele tá com a sensibilidade boa".

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