As batalhas de um ídolo até a glória

Atualizado: Jul 25

Andrés Iniesta é sinônimo de maestria e jogadas inexplicáveis. O meio-campista possui um currículo invejável de títulos e prêmios conquistados ao longo de sua carreira, porém, a maior glória do menino de Fuentealbilla aconteceu em 11 de julho de 2010.

Com o triunfo do segundo título da Fúria na Eurocopa de 2008, o elenco passou por pequenos ajustes para a Copa do Mundo de 2010. A esperança de uma conquista inédita na competição sempre esteve vivo no coração de cada torcedor espanhol, e nem mesmo os históricos de competições anteriores iriam fazer nosso sonho virar pesadelo.

O início não foi nada fácil, afinal, uma derrota logo na estreia poderia desestabilizar os jogadores e sua própria torcida. Mas não baixamos a cabeça. Caímos e levantamos, seguimos em busca do nosso maior objetivo.

Iniesta foi o grande herói desta edição, mas poucos torcedores têm conhecimento dos momentos difíceis que o jogador passou. Andrés sofreu uma perda inestimável. Seu amigo, Dani Jarque, faleceu após sofrer um ataque cardíaco enquanto estava na pré-temporada do Espanyol, em 2009. Em sua biografia, o mago revela que não sofreu de depressão, porém, a perda o fez sentir como se estivesse em queda livre.

Em abril de 2010, Don Iniesta sofreu uma ruptura do bíceps da perna direita, foram oito partidas sem defender a camisa do Barcelona. Antes da estreia oficial na Copa do Mundo, a Espanha disputaria um amistoso com a seleção da Polônia, seria a grande volta do eterno camisa 6. O que seria um momento mágico, tornou-se mais uma prova de perseverança que o craque teria antes da glória conquistada. A lesão que sofreu durante a partida contra os poloneses, deixou o craque fora da estreia da Fúria diante da Suíça na Copa do Mundo. Coincidência ou não, essa foi a única derrota dos espanhóis no torneio.

Foram cinco jogos vestindo a camisa da Espanha até a tão sonhada final. Foram 557 minutos jogando e um gol marcado. Ninguém imaginaria que o destino havia traçado esse final feliz a Iniesta após tantos momentos dolorosos. Iniesta marcou seu segundo gol na competição. Mas não era um gol qualquer, era o gol do título. Após 80 anos de espera, a Espanha tornava-se campeã de uma Copa do Mundo.

O gramado do Soccer City assistiu a defesa com a ponta dos pés de Casillas, após um chute a queima-roupa de Robben. O estádio e o mundo inteiro viram o domínio, a calma e a frieza de Iniesta ao marcar o gol. A vibração ao ver a bola lentamente balançando as redes e a emoção contida e extravasada em uma comemoração que iria homenagear um dos maiores amigos do craque espanhol.

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