Futebol que contagia

Atualizado: Out 6

Domingo à tarde e seu time não está em campo, mas o da sua família, namorado ou amigos está. Assistir aos fatídicos programas de auditório? Desligar a televisão e ler um livro? O que custa acompanhar aquela partida?

Quem nunca se deparou com essa situação? Ainda mais quando o time em questão está disputando ponto a ponto o título do campeonato. Apesar da minha paixão grená, divido o tempo acompanhando a paixão alviverde do meu noivo. Eu, que além de doente pelo meu clube do coração, sou pelo esporte bretão. Pode ser uma partida da segunda divisão do futebol argentino. Ali estou em frente à televisão.

Quando temos motivos, mesmo que fora de nosso interesse principal ou sentimento, por gostarmos da modalidade ou mesmo para “secar” e até para aproveitar a companhia dos entes queridos. Futebol tem um poder imensurável de aproximação até quando as cores do coração não são iguais. Uso aqui meu exemplo, no qual acredito que não seja a única. Tenho vibrado com as vitórias do time que não tenho como meu, mas que representa muito pra quem está ao meu lado. Isso não significa “virar a casaca” ou ser “misto” (pelo incrível que pareça há quem ache que é possível torcer para dois clubes), mas gostar da peleja. É se deixar contagiar pela alegria do outro que conquistou mais uma vitória. Torcer para não ter que aguentar o mau humor do outro caso sinta o gosto amargo da derrota.

Há quem se identifique com clubes do exterior mesmo acompanhando do sofá de casa. Há quem prefira o futebol do interior. E aqueles que optam pelos sul americanos. E ainda menciono o Cartola, bolões que valem dinheiro ou caixas de cerveja. Futebol é isso. Une sem que notemos, nos prende sem que percebamos. Quem nunca passou por uma padaria ou bar e parou na porta por estar transmitindo alguma partida? No horário do almoço se deparar com o aparelho sintonizado em algum programa esportivo e prestar a atenção? Ler os jornais em destaque com uma foto da rodada do dia anterior ou sintonizar o dial do rádio, seja do carro ou do celular em alguma emissora com a programação voltada ao futebol? Ou ainda na bancada, no êxtase do gol, abraçar ou ser abraçado por um desconhecido?

Ah, esse esporte é incrível. Não é só uma partida. Não são apenas noventa minutos ou vinte dois homens atrás de uma bola. A euforia e juras de amor guardamos para o nosso bem querer. Mas não nos custa, de repente, diante da força dos laços dos mais chegados, se deixar levar pela alegria que nos cerca, mesmo que não seja a nossa (não sendo rivais diretos, tudo bem).

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