O único motivo para tristeza

Atualizado: 26 de Jul de 2020

Para os reais torcedores, que amam o time incondicionalmente, sem depender de resultados para ser feliz, torcer gera momentos de pura alegria, emoção e gratificação. Nossos amores, vulgo times, só nos proporcionam os melhores sentimentos. Não negamos que por vezes sentimos raiva, mas ela vem e vai. Constante mesmo, é só a felicidade.

Mas tem uma coisa que me incomoda (e não é culpa do meu time, não): a distância! Torcer para um time da capital morando no interior do estado, é como namorar a distância. O sentimento e a saudade são na mesma proporção. A distância existe, mas o amor é igual. Eu, como torcedora gremista, por vezes sou preenchida pela tristeza de não poder acompanhar o time de pertinho, de torcer da arquibanca e de fazer minha voz valer ao gritar incansavelmente junto a outras milhares de vozes.

Quem não gostaria de poder ver o time a cada jogo em casa? De poder, juntos, comemorar as glórias e dar suporte nas derrotas? Então, muitas vezes a alegria vira frustração. Torcer do sofá, do bar, da casa do amigo ou de onde estiver é bom também, mas nem de longe comparável com a energia de um estádio. É, acredito que esse é único motivo de tristeza quando penso no meu time.

Sabe aquela música “Porto-Alegre é longe tô pegando ônibus pra te encontrar”? Na verdade ela não fala do amor de um casal, ela fala do amor entre uma gremista e o Grêmio ou uma colorada e o Internacional. É, a partir de hoje virou esse o significado, pelo menos pra mim. Ao cantar essa música pensarei no Grêmio, porque quase sempre eu posso dizer que “a saudade apertou e até me fez chorar”.

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