Rádio: a linguagem da emoção

Atualizado: Jul 24


Em 7 de setembro de 1922, o rádio chega aos solos brasileiros com a transmissão do discurso do presidente Epitácio Pessoa nas comemorações do centenário da Independência. A primeira transmissão de um jogo de futebol aconteceu em 19 de julho de 1931, em um confronto de São Paulo e Paraná, cujo locutor era Nicolau Tuma.

De lá para cá, o rádio popularizou-se, sendo objeto permanente nos lares de muitos torcedores. Há os que preferem as arquibancadas e passem longe desse tal torcedor “pé-de-rádio”; há os que prefiram o conforto dos seus sofás e televisores; mas há ainda aqueles que, mesmo no calor das torcidas e dos estádios, não ousam se separar do seu radinho.

O jeito irreverente, a emoção colocada em cada passe (como se cada lance fosse o lance mais importante do jogo), as palavras que, de tão rápidas, às vezes tornam-se incompreensíveis... Ah, o rádio tem sim um gostinho especial para os apaixonados por futebol!

Gostinho esse que emocionou os que escutaram a narração do Rafael Henzel (radialista da Oeste Capital e sobrevivente do acidente aéreo com a Chapecoense, no ano passado). Ao narrar as defesas de pênalti de Jandrei (goleiro da Chapecoense) no jogo contra o Defensa y Justicia, Rafael simplesmente nos mostrou o porquê desde 1931 o rádio adentrou as casas dos fanáticos pelo mundo da bola. É porque ao narrar uma partida, o radialista é um pouco de torcedor também e, assim, falam a mesma língua: a da emoção.

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do Futebol Por Elas

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