A mulher e o futebol


Você sabia que, desde o início do futebol no Brasil, as mulheres já frequentavam os campos de futebol? E que o termo “torcedor” originou-se da presença das mulheres nas arquibancadas de campos e estádios de futebol? Sim, a relação da mulher com o futebol é muito mais antiga do que imaginamos.

Tudo começou no século XX, quando o mundo era muito diferente do que é hoje, essas mulheres que desde aquela época já se encantavam pelo esporte, iam assistir aos jogos de vestidos, luvas, chapéus e salto alto, mas iam e se divertiam contemplando a paixão nacional, que sabemos muito bem, não é só dos homens.

Mas sabemos que nem só de assistir ao futebol vivem as mulheres, elas foram muito além disso. A primeira partida de futebol entre mulheres aconteceu em 1920. É, se pensava que o futebol feminino era algo recente, estava enganado. O problema é que, em 1941, perdemos o direito de praticar qualquer atividade esportiva e, pasmem, isso era lei no Brasil. Só 38 anos depois conquistamos novamente esse direito.

Tudo isso afetou (e muito!) a nossa participação e a visibilidade no esporte. Infelizmente, o espaço para nós, mulheres, ainda é muito limitado. Não temos um calendário fixo e organizado de competições, são poucos os clubes que investem nessa modalidade, mas, novamente, se achou que em algum momento desistiríamos de um sonho só por causa de alguma limitações, estão errados de novo.

Um grande dom das mulheres é a capacidade de ser guerreira em qualquer situação, correr atrás dos sonhos e nunca, jamais, desistir do que querem. E foi assim que, aos poucos, e com muita garra, voltamos a conquistar nosso espaço. É verdade que ele ainda não é do jeito que queríamos, mas com certeza em breve será.

Não podemos esquecer das mulheres que não jogam, mas vivem do futebol diariamente, tiram desse esporte fascinante o seu sustento. Não, não é jogando, mas são aquelas mulheres que respiram o futebol, que vão atrás dos resultados, comentam o futebol, estão ali, na beira dos gramados e não desistem nunca de viver essa paixão.

Hoje, precisamos agradecer às mulheres que não desistiram no passado e nos proporcionaram viver - ainda com algumas restrições e preconceitos, mas sabemos que muito menores - aquilo que amamos. Mulheres como Kathrine Switzer, que não desistiu de correr a maratona de Boston que era exclusiva para homens, mesmo sendo praticamente arrancada da pista por um funcionário, ou Marta, que enfrentou e enfrenta todas as barreiras e preconceitos para fazer o que ama, jogar futebol.

#Mulherefutebol #Futebol #KathrineSwitzer #Estádio #Mulhernaarquibancada

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle