No milésimo jogo do Pelé, o povo fez a festa

Atualizado: Jul 26

Era 3 de dezembro de 1972, a disputa entre Ceará e Santos pelo Campeonato Brasileiro daquele ano trazia um ingrediente a mais, seria o milésimo jogo daquele aclamado por muitos, dono da marca de mil gols, o que já era considerado rei: Pelé. O palco do espetáculo seria longe de São Paulo, destino ou não, a festa seria em terras cearenses e mais de 35 mil torcedores saíram de suas casas para ver de perto o jogo histórico. O lugar, porém, não era nada para aquele que era idolatrado em qualquer lugar do país, inclusive por torcedores do Ceará, os quais desejavam ver o ídolo brasileiro de perto, entretanto sedentos por estragar sua festa.

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Pelé marca o primeiro gol da partida. Comemoração. Parte da torcida mandante olha de lado, outros até são levados pela energia do espetáculo e pela grandeza que era vê-lo em campo. Intervalo de jogo e tudo parecia sob controle para o Santos de Pelé, a festa estava garantida.

O segundo tempo, porém, havia reservado a surpresa (não tão agradável) ao que comemorava. Samuel, aos 17 minutos, deixa tudo igual. Da Costa, aos 30 minutos, marca seu gol e vira o placar à favor do alvinegro de Porangabussu. Comemoração dobrada. O Estádio Presidente Vargas parecia pequeno para o tamanho da celebração da torcida do Ceará, os quais reafirmavam que quem ali fazia a festa eram os donos da casa.

Fim de partida e a vitória do Ceará. A virada emocionante entregou o grito de euforia para outro alvinegro, o que assemelhava-se a um título. O placar não chegou a ofuscar o rei, mas mostrou que aqui quem manda é o povo, ou melhor dizendo, o time do povo.

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