A importância de 77

Atualizado: Jul 26

Ser corinthiano é coisa de louco, louco de amor. Na história alvinegra já passamos por diversos momentos difíceis, mas em todos eles, o número de torcedores aumentou. Mostrando que a Fiel torcida faz jus ao seu nome. Um dos principais títulos do Corinthians, completa 40 anos no dia 13 de outubro. O Paulistão de 1977, o fim do jejum de 23 anos sem títulos.

A importância de 77 vai além de um simples título paulista, ele é a prova viva da fé alvinegra. Quando tudo parecia caminhar para mais um ano de jejum, Basílio fez aquele gol chorado e explodiu o coração dos mais de 85 mil presentes no Morumbi. Não foi um campeonato fácil, nas quatro primeiras partidas, duas derrotas. Mas, tudo começou a caminhar e o Timão passou a vencer. A final foi contra a Ponte Preta, equipe que já tinha derrotado o Corinthians durante a competição, inclusive com uma goleada por 4 a 0. Era a chance de reverter essa situação e colocar fim no jejum.

Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0, com um gol de Palhinha aos 14 minutos do primeiro tempo, e sofreu para segurar o resultado. No segundo jogo, 138.032 torcedores, praticamente todos Corinthianos. Parecia que as preces tinham sido ouvidas quando Vaguinho abriu o placar para o alvinegro do Parque São Jorge, aos 42 minutos do primeiro tempo. Mas, tudo para o Corinthians é mais sofrido. E aos 22 do segundo tempo, Dicá empatou a partida. Com o empate, ainda seriamos campeões, mas aos 38 minutos Rui Rei calou o Morumbi, virando a partida, 2 a 1. E deixou a decisão para o terceiro jogo.

Era 13 de outubro, o dia do fim do sofrimento. Mas, a verdade é que precisamos de 81 minutos para soltar o grito entalado na garganta. Na primeira etapa, Rui Rei foi expulso, e começaram a especular que ele seria vendido para o Corinthians, fato que aconteceu meses depois. Quando Basílio fez o gol, depois de um bate rebate, aquele gol sofrido, chorado, estilo Corinthians, a Fiel explodiu de alegria e apreensão pelo fim do jogo. Depois do apito final, a torcida invadiu o campo. Torcedores de joelhos, com bandeiras, agradecendo e chorando de alegria. Um título de redenção, de alívio e a festa foi para as ruas da cidade. Aquele dia, a cidade se transformou do povo. O Corinthians é alma, é religião e sempre foi assim.

Este ano, fizemos a reedição de 77 e foi emocionante. Conquistamos nosso 28 título. E mais do que isso, relembramos aquela final de campeonato que está presente na memória e coração de todos do bando de loucos. Nunca entenderão a nossa loucura, mas através das nossas lutas saberão da nossa história. Ser Corinthians é ir além, ser Corinthiano é para quem tem fé, fé alvinegra.

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