O título perfeito: sete vezes Bahia

Atualizado: há 2 horas

O dia 28 de setembro de 1979 entrou para a história do Esporte Clube Bahia. A data, até hoje celebrada, marca a conquista do heptacampeonato baiano. O técnico Zezé Moreira comandava um elenco recheado de craques, como Douglas, Baiaco, Fito e tantos outros. O time de 79 fez história e marcou o coração dos tricolores. Depois de uma campanha titubeante, o elenco conseguiu marcar a sua geração.

O feito do Bahia aconteceu em uma noite de sexta-feira. O time chegava à final depois de ter perdido três turnos e ganhado um do campeonato daquele ano (todos os turnos foram disputados entre o Bahia x Vitória). Cerca de 42 mil pessoas lotavam a Fonte Nova para contemplar a final. Após 39 rodadas, o título seria decidido pelos dois maiores clubes do estado. Os mais antigos torcedores do tricolor dizem que aquela noite estava escrita para ser o marco de uma geração triunfante. O Bahia entrou em campo com garra de campeão e pronto para entrar para a história, enquanto o Vitória estava ali para tentar acabar com a festa dos tricolores e reconquistar um título baiano depois de sete anos.

Estava tudo preparado para ser um jogo épico e os deuses do futebol não decepcionaram. De um lado, o técnico Zezé Moreira colocou em campo Luis Antonio, Toninho, Zé Augusto, Sapatão e Romero; Baiaco, Perez e Douglas; Botelho, Gilson Gênio e Caio. Do outro, o técnico Aymoré Moreira escolheu Gélson; Valder, Xaxa, Zé Preto e Eraldo; Otávio Souto, Edson Silva e Sena; Dendê, Jorge Campos e Monteiro.


Apesar dos 6 títulos seguidos do esquadrão, o Vitória vinha forte naquele ano e mostrou isso em campo, dificultando o jogo para o Bahia. O time rubro-negro buscava o triunfo e partiu para cima, o tricolor estava confiante e, com o apoio da torcida, também atacava, dando espaço para os goleiros se destacarem. O jogo estava muito equilibrado e a imprensa já começava a falar da possibilidade de mais um BaVi para decidir com quem ficaria o baiano daquele ano.

O gramado estava cheio de grandes jogadores, porém, viria do banco de reservas o autor do gol que levaria o estádio à loucura. Gilson saiu para dar lugar a Fito, que aos 25' do segundo tempo foi à frente e acertou um chute lindo de fora da área e o goleiro do Vitória aceitou, ajudando a pôr a bola para dentro (um frango que até hoje a torcida tricolor utiliza para ‘zoar’ seus rivais). Depois do gol, a equipe rubro-negra foi à frente e deu o ‘sangue’, correu, chutou, marcou, foi um verdadeiro ataque contra defesa, mas o goleiro do Baêa levou a melhor e se tornou um verdadeiro ‘paredão’.

Quando o árbitro Arnaldo César Coelho apitou o fim da partida, os jogadores tricolores comemoravam em campo, a torcida invadiu o gramado, o carnaval baiano havia começado fora de época, o povo pulava nas ruas. A partida do heptacampeonato é lembrada como um dos momentos mais marcantes da história do clube, sendo uma data lembrada com carinho e saudosismo pelos torcedores.

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