Vai ou fica?

Atualizado: 26 de Jul de 2020

Jorge Sampaoli está em maus lençóis. A Argentina, bicampeã mundial e uma das mais consideradas seleções sul-americanas (atrás do Brasil, é claro) corre sério risco de ficar de fora da Copa de 2018, o que não acontece há mais de 40 anos, desde a Copa de 70. Curiosamente, naquela época, os Hermanos perderam a tão desejada vaga para o Peru, equipe contra a qual jogou nesta última quinta (5) e não saiu do 0 a 0. Foi esse resultado colocou o time em uma “sinuca de bico” que pode inclusive adiar por mais 4 anos o sonho de Lionel Messi de conquistar um título com a Argentina.

Apesar de contar com nomes fortes em sua formação, como Mascherano, Pastore, Dybala e os gigantes Messi e Di Maria, a Argentina passou por turbulência durante as eliminatórias para o mundial da Rússia: trocou de técnico por três vezes – utilizando Geraldo Martino, Edgardo Bauza e agora Sampaoli – e convocou 40 jogadores. Tamanha rotatividade não funcionou, pelo contrário; trouxe inconsistência e falta de identidade para a seleção que agora se encontra em uma situação nada feliz. E mesmo que a quantidade de estrelas não seja suficiente para levantar os ânimos da bicampeã, quem tem feito alguma falta é Agüero, que sofreu um acidente de carro no fim de Setembro e teve uma costela fraturada.

A maior rival da seleção brasileira vem somando resultados negativos nas últimas disputas das Eliminatórias: perdeu para o Equador em casa, empatou com a Venezuela e recentemente empatou também com o Peru. A conta chegou alertando o time para um sério perigo: a Argentina se encontra em 6º na classificação sulamericana, com 25 pontos, estando temporariamente de fora da lista de classificados para a Copa. A albiceleste enfrentará o Equador na próxima terça-feira (10) e a vitória lhe deixaria em uma situação um pouco mais confortável. Mas caso empate, ou sofra com a derrota, a história se complica: se perder, a Argentina terá que torcer pela vitória da Colômbia sobre o Peru com um número de gols maior do que sua eventual derrota e também para que a Venezuela vença o Paraguai, o que a levaria para a repescagem. No caso de empate, precisará torcer para que o Chile vença o Brasil, a Colômbia vença o Peru e a Venezuela vença o Paraguai.

O que resolveria a situação da Argentina, já que nem mesmo o 5 vezes melhor do mundo, Messi, não tem sido suficiente? De todos, o camisa 10 é o menos culpado pela situação em que a seleção se encontra, o que ficou mais do que visível na última partida da equipe. Comparado com outro ídolo de seu país, Maradona, o craque do Barcelona também representa em sua seleção o papel de líder, mas ao contrário de seu antecessor, parece estar sozinho em campo. O coletivismo – ou a falta dele – tem pesado no time da Argentina, no qual ainda não surgiu alguém que possa completa-lo e dar à equipe o encaixe que falta em seu futebol. Tetracampeão da Champions League, falta no currículo de Messi uma conquista importante com sua seleção, coisa que Cristiano Ronaldo e Neymar, seus adversários individuais, já alcançaram. Mas para alcançar tamanha conquista, a Argentina precisará dar o primeiro passo; não somente ele, mas todos os 11 em campo. Até lá, fica a dúvida do que pode mudar completamente os rumos da próxima Copa do Mundo e também manchar a história de uma seleção e jogadores ímpares: vai ou fica?

0 comentário

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle