Não é só futebol: conheça o clube Pérolas Negras

Atualizado: 25 de Jul de 2020


Há aproximadamente um mês, estava assistindo ao programa Geração Z, que é transmitido no SporTV, e lá eles estavam contando a história de dois jogadores de futebol sub-20 no Brasil: um era Fabrício Oya, o craque do Corinthians; e outro era Jean Louis Anel, haitiano e um dos integrantes da equipe do Pérolas Negras. Aquele episódio me prendeu e não quis sair da frente da televisão até acabar. Estava vendo duas realidades completamente diferentes de dois meninos que jogam na mesma categoria. Eu não conhecia nem o Anel e nem o time que ele joga, mas me interessei e fui atrás.

Pesquisando bastante sobre o projeto deles, pensei que seria muito legal escrever sobre isso, para que todos tomem conhecimento dessa Academia Pérolas Negras. Logo no site, encontramos como descrição a seguinte: "O Pérolas Negras é um clube de futebol criado pelo Viva Rio para gerar impacto social. Nossas academias no Haiti e no Brasil são ao mesmo tempo casa, escola e centro de treinamento para jovens talentosos em busca de um futuro melhor. Elas promovem a igualdade de gênero e atendem a todas as exigências da Fifa a um clube formador".

Como funciona? A academia que construíram no Haiti possui em torno de 150 atletas, sendo meninos e meninas a partir de 11 anos, que querem melhorar seu futuro podendo garantir moradia e estudo lá, com todo o suporte necessário. Quando completam 16 anos, os que possuem mais vontade e mais talento recebem um convite para treinarem aqui no Brasil, em uma mesma academia montada pela própria instituição com os mesmos suportes. Por que mudam-se para o Brasil? Porque aqui há mais chance de entrar para o mercado do futebol. Aqui, também realizam peneiras para brasileiros da região de Paty do Alferes terem oportunidades.

A equipe disputa campeonatos sub-17 e sub-20, dando cada vez mais visibilidade a seus jogadores, que já conseguiram alguns contratos com grandes times brasileiros. Sei que vocês talvez estejam pensando: "mas como eles conseguem entrar nas competições se existe uma regra de ter uma quantidade X limite de estrangeiros numa equipe?". Pois é, a nossa Confederação Brasileira de Futebol (CBF) considerou os atletas refugiados e os imigrantes por razões humanitárias como brasileiros. Não é legal??!! E eles podem continuar estudando e se desenvolvendo enquanto estão no caminho para conquistarem seus sonhos!

Acredito que vale muito a pena cada um de vocês entrar no site, ler um pouco mais sobre a história deles, acompanhar cada notícia que sai de jogos que eles realizam e muito mais que tem por lá. Garanto que não vão se arrepender de conhecer um projeto tão bacana quanto esse, assim como eu não me arrependi e só me encantei por mais uma ação muito legal que o futebol é capaz de tornar possível. Lá no site também tem um novo projeto que eles estão fazendo e dá para contribuir doando. Para saber mais sobre isso caso tenham interesse, basta acessar aqui.

Para finalizar, deixo um textinho que possibilita grandes reflexões dentro ou fora do futebol, que também encontrei no site da Academia Pérolas Negras:

"De braços abertos.

O futebol é um espaço democrático sem lugar para discriminação social, racial ou religiosa, e é por isso que o Viva Rio decidiu abrir as portas do Pérolas Negras para o resto do mundo. Uma carreira no futebol é um futuro possível e promissor para centenas de jovens levados a deixar seus países por questões políticas ou humanitárias."

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