Silva, o sobrenome da rainha

Atualizado: Fev 19

Dois Riachos, Alagoas, 19 de fevereiro de 1986. Esse local e essa data entraram para a história do futebol mundial, pois foi nesse dia e nessa cidade que a nossa rainha do futebol veio ao mundo. Marta Vieira da Silva, filha de família humilde, abandonada pelo pai com apenas um ano, quem poderia imaginar que ela se tornaria o símbolo de uma geração que começou a ver o futebol feminino brasileiro com outros olhos? Pois é, mas, apesar de tudo, ela virou uma das lendas do futebol mundial.

Aos 13 anos iniciou sua caminhada pelos gramados do mundo, o CSA foi o primeiro time da atacante. Após um ano no clube alagoano, ela conseguiu seu primeiro contrato profissional, o Vasco da Gama abriu suas portas para a jovem jogadora. Por lá, ela permaneceu por dois anos e conquistou seu primeiro título. Depois dos cariocas, foi a vez dos mineiros assistirem a futura rainha. O Santa Cruz (MG) foi casa da alagoana por duas temporadas, foi lá que ela ganhou destaque e começou a se projetar no futebol internacional, sendo alvo de muitos times europeus.

Marta embarcou para a Suécia, o Umea IK. Pelo clube sueco, a nossa estrela conquistou seu primeiro prêmio como melhor do mundo da FIFA. A partir daí, a rainha não parou mais. Ela conquistou a Suécia (além do IK, jogou pelo Tyreso FF e FC Rosengard), os Estados Unidos (Los Angeles, FC Gold Pride, Western New York Flash e Orlando Pride), o Brasil (além dos times já mencionados, ela atuou pelo Santos). O mundo se rendeu ao futebol da menina humilde que saiu de Alagoas.

Nossa atacante ganhou títulos por quase todos os clubes que passou. De Libertadores a Champions, de Campeonato Brasileiro ao Campeonato Americano. As jogadas e gols da camisa 10 renderam a ela quatro prêmios de melhor do mundo FIFA, uma Bola de Ouro FIFA, além de artilharias de inúmeros campeonatos e uma legião de fãs e seguidores pelo mundo todo.

A Seleção Brasileira também foi palco da maestria de Marta. Muitos títulos, gols, vice-campeonatos... Ela tornou-se a maior artilheira da seleção em Copa do Mundo, com 15 gols, e a maior artilheira da história da seleção, tanto masculina quanto feminina, com 103 gols. Faltam uma Copa do Mundo e uma Olimpíadas para que a nossa melhor do mundo possa fechar seu ciclo pela seleção canarinho com chave de ouro.

A menina de Alagoas mostrou ao mundo que a mulher pode, deve e joga muito futebol. Ela sofreu preconceito na infância por jogar bola, ouviu que não era coisa de mulher, mas não desistiu. Ela foi a luta, fez dos seus pés sua armadura contra uma sociedade marcada pelo machismo. Marta era apenas mais uma garota apaixonada por futebol, quantas Martas ainda estão por aí sofrendo com um país que não valoriza o futebol feminino? VIVA , APOIE E AJUDE O FUTEBOL FEMININO DO BRASIL!

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