Valeu a pena ter te abraçado

Atualizado: Jul 25

Em agosto escrevi a crônica A torcida te abraçará, até quando você não merecer, e agora, em dezembro, com muita felicidade, escrevo “Valeu a pena ter te abraçado”.

Querido clube do meu coração, se você está lendo este texto, é porque deu tudo certo. O desespero acabou e a temporada chegou ao fim. Nós, torcedores de verdade, conseguimos te tirar da situação ruim que você se encontrava, juntos com os nossos jogadores que abraçaram a causa.

Confesso que estou aliviada e feliz. Mas sigo brava, irritada e um pouco chateada. Vamos fazer um acordo e não passar por esta situação novamente ano que vem, tudo bem? Vou continuar ao seu lado, te apoiando e incentivando. Mas você tem que me ajudar! Eu te prometi muitas coisas naquele texto, mas cumpri tudo o que havia prometido. Aliás, os últimos quatro meses foram, simplesmente, únicos ao seu lado. Nós te abraçamos, nós compramos a briga junto com você. Recordes e mais recordes. Terminamos o ano com uma marca histórica, mais de um milhão de torcedores, no estádio, quando o time jogava em casa.

E o que dizer das nossas recepções quando o ônibus chegava, da festa que fazíamos? Quem estava de fora, ou não tinha ideia do que estava acontecendo, com certeza pensou que era alguma final de campeonato. E o estádio que não calava nem quando o adversário fazia gol? E as arquibancadas vibrando? Com muito orgulho eu digo que fomos o 12º jogador! A melhor parte de tudo isso, é que não aconteceu apenas uma ou outra vez, foram em todas as partidas. E nos jogos que éramos visitante e ocupávamos 90% das arquibancadas? Qualquer estádio era a nossa segunda casa. Marcamos presença até jogando fora de casa. Que sensacional!

E jogadores, obrigada! Muitos vão dizer que vocês não fizeram mais do que a obrigação, mas eu agradeço. Agradeço, pois sei que não é tão fácil quanto parece. Sei que o psicológico e a confiança não estavam lá aquelas coisas. Sei que muitas vezes vocês deixaram a vida em campo, mas o resultado não veio. Esforço e dedicação eu sei que não faltou. Faltou um pouquinho de sorte, mas é aquilo né, na fase ruim dá tudo errado.

Os jogos deste ano foram diferentes, a famosa “torcida modinha” ou até mesmo “torcida de Libertadores” deu uma lição de como é ser torcedor de verdade. É nunca abandonar o time, não importa o quão ruim a fase seja. É sair do estádio sem voz. É torcer como se fosse uma decisão de campeonato. E por fim, é amar o time acima de qualquer coisa.

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