Estádios x violência: o torcedor brasileiro merece respeito

Atualizado: Jul 24


O torcedor brasileiro é único! Faz festa, faz farra, faz folia! Aqui respiramos futebol, debatemos sobre o esporte de norte a sul, sentimos a vibração de um grito de gol a quilômetros de distância e ainda acreditamos que assistir ao jogo das arquibancadas será sempre um passeio tranquilo para toda a família.

Mas em 2017 não foi! Neste ano, inúmeras notícias foram veiculadas sobre a terrível e vexatória violência que ronda os estádios brasileiros.

Arena Fonte Nova, Nilton Santos, Serra Dourada, Arena da Baixada, Maracanã e tantos outros, de palcos exclusivos para dribles, jogadas ensaiadas e faltas bem cobradas, tornaram-se cenários de selvageria entre pessoas que não merecem a denominação “torcedor”, pois não estavam ali para impulsionar seu time, mas sim para promover a desordem generalizada. Para torcer, jamais será necessário portar objetos letais; basta o amor ao seu time de coração.

Só que esses casos ínfimos afastam os verdadeiros apaixonados das arquibancadas. Principalmente, em grandes duelos, quando os ânimos estão aflorados. Há receio dentro e fora do estádio, por parte de mulheres, homens, mães, pais, idosos, crianças e pessoas com necessidades especiais, que precisam ficar atentas o tempo todo para qualquer sinal de confusão. Dá para acreditar nisso? É uma situação tão desprezível, que só apequena o país do futebol.

Políticas públicas, punições aos pseudo-torcedores e multas aos organizadores das partidas são manifestações extremamente condizentes, que agregam poder em prol da mudança. Mas é óbvio que essa transformação demandará tempo e esforços conjuntos entre governo, clubes e sociedade.


Por sorte, nós, torcedores genuínos, ainda somos maioria e exigimos respeito! Queremos passar um domingo agradável com a família vendo nosso time jogar! Se vai ganhar ou perder é outra história. Nada irá mudar a gana de cantar, vibrar, apoiar e se emocionar. Nem mesmo a violência!

Somos colorados, rubro-negros, alvinegros, tricolores, alviverdes e temos consciência que títulos não são conquistados com baderna. Afinal, nosso maior “arsenal” tem nome, escudo, hino e está campo, disputando lealmente a vitória dentro das 4 linhas.

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