O time dos Sonhos, Santos Futebol Clube

Atualizado: Jul 26

O Santos Futebol Clube – foi fundado no dia 14 de abril de 1912, coincidentemente no mesmo dia em que o maior navio daquela época havia afundado, o Titanic. Bom, não acho coincidência, enquanto um gigante afundava, outro surgia. O Santos é um dos maiores times do Brasil, e reconhecido mundialmente, não só por sua história de muitos títulos, mas por sua facilidade em revelar ídolos para o mundo. E em meio a tantos ídolos, hoje irei escalar o meu time dos sonhos, com jogadores que brilharam vestindo o manto do Alvinegro Praiano.

Goleiro:

Rodolfo Rodriguez: nascido em 20 de janeiro de 1956, em Montevidéu, Rodolfo começou sua carreira no Nacional (Uruguai) e chegou a Vila Belmiro no começo de 1984 graças ao Rei Pelé, que emprestou dinheiro para o Santos contratá-lo. Rodolfo fez 255 partidas pelo Peixe no período de 1984 a 1987. Foi Campeão Paulista em 1984 e naquele campeonato o arqueiro protagonizou uma sequência de defesas antológica em um jogo contra o América de Rio Preto. Suas outras conquistas vestindo a camisa Alvinegra foram os títulos do Torneio Início da FPF 12984, a Copa Kirim no Japão em 1985 e o torneio Cidade de Marseille na França no de 1987.

Zagueiros: Alex e Chico Formiga

Alex Rodrigues Dias Costa: Alex foi bicampeão brasileiro em 2002 e 2004, e formava dupla de zaga com André Luís, esse setor defensivo ficou conhecido como “As Torres Gêmeas”, devido a aparência física dos dois. Entre 2002 e 2004, Alex marcou 20 gols, consolidando o primeiro lugar entre os zagueiros-artilheiros do Santos.

Francisco Ferreira de Aguiar: Chico Formiga chegou no Santos em 1950 e ficou até 1956, depois se transferiu para o Palmeiras. Na primeira passagem pelo Peixe, o defensor foi bicampeão paulista: 1955 e 1956. Retornou ao Santos em 1960 e ajudou o fortíssimo time da Vila a ser tricampeão paulista (1960, 1961 e 1962) e conquistar sua primeira Libertadores em 1962. Formiga também fez história no Peixe como técnico, e se destacou montando o primeiro time de “Meninos da Vila” em 1978 e conquistando o estadual daquele ano.

Laterais: Carlos Alberto e Léo

Carlos Alberto Torres: chegou em Santos em 1965, e foi o clube em que o jogador mais atuou em sua carreira tendo duas passagens, de 1965 a 1970, e 1972 a 1975. No primeiro ano defendendo a camisa do Alvinegro Praiano, Carlos Alberto conquistou um feito invejável, foi capitão do Peixe e futuramente da seleção brasileira. No Santos colecionou títulos, sendo campeão paulista (1965,1967/68/69) e brasileiro. Na sua segunda passagem pelo Santos conquistou mais um estadual, em 1973. Ao todo, o Capita atou em 445 jogos e marcou 40 gols vestindo a camisa do Peixe.

Leonardo Lourenço Bastos: Léo é o maior vencedor de títulos no Santos após a “era Pelé” e chegou no Peixe em 2000, conquistando por lá dois Campeonatos Brasileiros, em 2002 e 2004, o vice da Libertadores da América em 2003 e os prêmios Bola de Prata de melhor lateral-esquerdo dos Nacionais de 2001, 2003 e 2004. Se transferiu para o Benfica em 2005 e voltou ao Santos em janeiro de 2009 para fazer mais história. Foi tricampeão paulista (2010,2011 e 2012), conquistou uma Copa do Brasil inédita em 2010, e em 2011 conquistou seu maior êxito com a camisa do Peixe, sagrou-se campeão da Libertadores. Em 2012 conquistou seu último título a Recopa Sul-americana. Léo é o 10° jogador que mais vestiu a camisa do Peixe, 455 vezes.

Meio campistas: Diego, Zito e Pepe

Diego Ribas da Cunha: Diego chegou nas categorias de base do Santos quando tinha 11 anos, foi integrado ao elenco profissional com 16, pelo técnico Celso Roth, e permaneceu na equipe mesmo quando o treinador saiu e entrou Émerson Leão. Em seu primeiro Campeonato Brasileiro em 2002, o meia marcou 10 gols em 27 partidas, e ao lado de Robinho, Diego tirou o Santos de uma fila de 18 anos sem ganhar um título. Em 2003, aos 17, jogando sua primeira Libertadores, Diego colaborou para que o Peixe chegasse à final ao marcar 4 gols em 14 jogos, além de dar aos companheiros inúmeras assistências, as quais lhe renderam o prêmio de jogador mais criativo da competição. Em 2004, Diego participou de sua segunda Libertadores, marcou 4 gols em 9 jogos e ajudou o Santos chegar as quartas-de-final. No Brasileirão o atleta disputou apenas 9 jogos e balançou as redes 4 vezes, em seguida se transferiu para o futebol português, e passou atuar pelo Porto. Ao todo Diego vestiu a camisa do Glorioso por 127 vezes e balançou as redes 35 vezes.

José Ely Miranda: Zito chegou ao Santos em 1952 e vestiu a camisa do Peixe até 1967. O “eterno capitão”, era um jogador dinâmico em sua época, pois era um dos poucos que ajudavam na defesa e apareciam no ataque e era tão respeitado, que era um dos poucos que mandavam em Pelé. Zito foi bicampeão da Libertadores e do mundo com o Alvinegro em 1962 e 1963. Também participou das conquistas da Taça Brasil (61, 62, 63, 64 e 65), do Rio-São Paulo (59, 62 e 64) e do Paulistão (55, 56, 58, 60. 61, 62, 64, 65, 67). Ao todo foram 727 jogos e 57 gols. Além de sua trajetória vencedora como jogador, Zito também é lembrado por ter sido responsável por revelar Neymar e Robinho no Santos.

José Macia – Pepe, é o segundo maior artilheiro da história do Santos, com 405 gols marcados em 705 partidas. Defendendo a camisa do Peixe, o Canhão da Vila tem um currículo recheado de conquistas. Foram nove títulos paulistas (1955, 56, 58, 60, 61, 62, 64, 65 e 67), cinco Taças Brasil (1961, 62, 63, 64 e 65), quatro torneios Rio-São Paulo, duas Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes (1962 e 1963).

Ataque: Juary, Neymar e Pelé

Juary Jorge dos Santos Filho: Juary começou sua carreira profissional no Santos em 1977. Chegou a jogar algumas partidas como ponta direita, usando a camisa 7, mas foi como centroavante que o atleta demonstrou um melhor futebol, e apesar da pouca estatura era um jogador de muita velocidade e excelente finalização. Conquistou o Campeonato Paulista de 1978 e foi um dos destaques daquele time, sendo a primeira geração de “Meninos da Vila”. Juary é conhecido também por ser o carrasco do São Paulo, anotando 8 gols. O atacante marcou 101 gols com a camisa do Santos em 231 jogos.

Neymar da Silva Santos Jr: das boas surpresas que o futebol revelou nessa década, sem dúvidas Neymar foi a melhor. Nascido em Mogi das Cruzes, Neymar foi levado para Santos muito pequeno, e até em tão atuava nas quadras, onde se destacava por seus dribles e agilidade. No campo não foi diferente e Neymar se destacou na Copa São Paulo, atraindo todos os olhares, por conta da sua rapidez, e técnica muito apurada. Em 2009 subiu para o profissional do Santos, e fez sua estreia aos 17 anos, no Campeonato Paulista. No ano seguinte, conquistou seu primeiro título, o Paulistão, ao lado de Robinho e Ganso, mais uma geração que marcou época no clube, conquistando também a Copa do Brasil daquele ano, e Neymar foi artilheiro da competição marcando 11 gols. Em 2011 teve um dos melhores anos de sua carreira, foi Bicampeão Paulista, Tricampeão da Libertadores da América e ganhou o prêmio de melhor jogador da América. No Mundial de Clubes da Fifa, Neymar foi eleito o terceiro melhor jogador. Em 2012 foi campeão e eleito o melhor jogador do Paulistão de 2012 e da Recopa sul-americana, seu último título pelo Santos. Neymar se despediu do Santos em 2013, ao todo foram 230 jogos e 138 gols marcados.

Edson Arantes do Nascimento: por último, mas não menos importante e fechando nosso ataque, temos o Rei Pelé, o maior jogador da história. Pelé atuou pelo Santos por mais de duas décadas e foi Bicampeão da Taça Libertadores da América e do Mundial de Interclubes (1962 e 1963), Campeão da Taça de Prata (1968), Cinco vezes campeão da Taça Brasil (1961, 62, 63, 64 e 65), 4 vezes campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Rio-São Paulo (1959. 1963, 1965 e 1966) mais 25 títulos de torneios no exterior. Entre tantas conquistas não poderia deixar de falar de um feito único de Pelé, a marcação de seu milésimo gol. Foi no Maracanã, no dia 19 de novembro de 1969, contra o Vasco. O milésimo foi marcado de pênalti, na cobrança o goleiro Andrada quase fez a defesa ao tocar na bola, mas não teve jeito, ela foi parar no fundo das redes, e o Maracanã explodiu, em um momento único, onde os torcedores esqueceram seu amor pelo Vasco e abraçou a causa do maior jogador de todos os tempos. Pelé marcou pelo Santos 1116 gols em 1091 jogos. Destes gols, 51 foram contra o Corinthians, clube que mais sofreu com seu talento em exatos 50 jogos.

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