A história dos mascotes

Atualizado: Jul 26

O ano novo está chegando, época de mudanças e o Atlético Paranaense já está entrando nesse espírito de renovação. Na terça-feira, 11, o clube apresentou uma nova, ou antiga (?), forma de escrever seu nome – Athletico Paranaense, como na época da fundação do clube –, uma nova camisa, um novo escudo e uma família de mascotes. Não você não leu errado e nem eu escrevi errado, agora para ajudar em campo ele leva uma família.

Quando se pensa em Atlético Paranaense, fala-se Furacão. Você sabe por quê? Em 1949, a equipe era conhecida por passar como um furacão pelos adversários com inúmeras goleadas. Apesar de agora dar o nome aos mascotes do time, até então era o cartola, que relembrava a aristocracia dos primeiros torcedores. Ficou curioso (a) para saber a origem do mascote do seu clube de coração, quando e como ele surgiu? Então, chegou o seu momento.

Atlético Mineiro

O Galo atleticano foi criado no final da década de 30 Mangabeira, cartunista. A ideia, nas palavras dele, era: “aquele que nunca se entrega e luta até morrer”, como uma alusão aos galos de briga que lutam com raça para saírem com a vitória. O mascote demorou para cair nas graças da torcida, só em 1950, com a inauguração do Mineirão, que ele se tornou um orgulho atleticano.

Bahia

Não é a Liga da Justiça nem revista em quadrinho, são só os mascotes do Bahia. O primeiro deles é o Super-Homem numa versão abrasileirada super fofa que é chamado de Tricolor de Aço, apelido do super herói norte americano. A arte do mascote foi feita por Ziraldo, em 1979. O Bahia também tem uma mascote mulher, a Lindona da Bahêa. É uma mulher-maravilha negra, corajosa e meiga desenhada por Nei Costa, em 2014. A mascote, de acordo com o clube, foi criada para simbolizar a luta contra o racismo.

Palmeiras

O mascote oficial do Palmeiras, na verdade, é o periquito. Foi criado quando o clube ainda era o Palestra Itália e começou a jogar todo de verde, em 1917. Em 1979, o Corinthians perdeu dois de seus jogares num acidente de carro e o alvinegro quis repor esses jogadores inscrevendo outros em seus lugares. Todos os times envolvidos aceitaram o pedido, exceto o Palmeiras. E no jogo de confronto entre as duas equipes, o Corinthians como forma de protesto soltou um porco no gramado aos gritos de “sujo”. Com o tempo os palmeirenses foram digerindo o novo apelido, tanto que em 1986 o meia Jorginho posou para a capa da revista Placar abraçado com um filhote de porco. Desde então, o porco virou o mascote queridinho da torcida.

Flamengo

O primeiro mascote do Flamengo foi o Popeye, uma homenagem à bravura e origem marítima do clube. Entretanto, a origem do Urubu como símbolo do Flamengo não é tão legal assim. O urubu é um animal feio, não muito querido e de cor escura, os rivais assemelhavam, com cunho racista, os torcedores rubro-negros com esta ave. Na década de 60, num jogo contra o Botafogo, os flamenguistas resolveram abraçar o urubu. Alguns torcedores capturaram a ave num lixão e prepararam-na para o clássico. Perante um público de mais de 150 mil pessoas, o urubu foi solto das arquibancadas, voou por todo o estádio e pousou no centro do gramado, consagrando-se como o ícone do Flamengo.

Internacional

Todo mundo conhece o Saci, mas na década de 50 o mascote era o Negrinho, uma figura marcante dos jornais esportivos Folha Desportiva e A Hora. Ele era um menino cheio de audácia e malandragem que simbolizava a grande ligação do clube com o povo. Mais tarde o Negrinho tornou-se o Saci, um sujeito astuto, ousado e cheio de ciladas, como o Internacional.

Grêmio

O mascote gremista é o Mosqueteiro. O cartunista Pompeo escreveu a história “O Casamento de Rosinha” que era uma metáfora para a competição da época. Rosinha era o título e cabia aos senhores conquistá-la. Em 1946, ele optou por presentear o Grêmio como o mosqueteiro, por sua coragem e sedução pó ter conquistado a Rosinha (título estadual).

Vitória

Em 1902, o leão foi criado por Nizan Guanaes como símbolo do clube por ser um animal imponente, valente e nobre. A ideia veio das casas dos fundadores do clube, onde tinham leões enfeitando a entrada.

Cruzeiro

Em 1945, o cartunista Mangabeira criou a raposa como mascote do Cruzeiro. A inspiração veio do presidente do clube da época, Mário Grosso, que era muito astuto e sempre antecipava as contratações de grandes jogadores, principalmente dos almejados pelo Galo.

São Paulo

O Paulo, ou o Vovô Tricolor, é mascote são paulino. Foi criado na década de 40, a figura de um imponente senhor de barbas e cabelos brancos como o Santo Paulo da bíblia, que foi nomeado assim para não ser confundido com o clube.

Fluminense

Mais um cartola para o clube dos mascotes. Um dirigente vestido de fraque e cartola, enaltecendo a aristocracia da origem tricolor. Foi uma criação do cartunista Mollas, em 1943. Com algumas tentativas de repaginar a aparência do carola, o Fluminense apostou no Cartolinha Guerreiro, como uma alusão ao apelido do clube, "Time de guerreiros".

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle