Angelina Constantino fala sobre sua carreira e vice-campeonato da Libertadores


Dezoito anos, campeã de competição nacional e internacional, maturidade de lidar com a perda de uma grande competição. Essas poderiam, facilmente, ser as definições de Angelina Constantino. A americana, mas com dupla nacionalidade brasileira, conquistou títulos pela Seleção e pelo Santos, mas apesar de nova, já sabe lidar com a própria quebra de expectativa. A jogadora contou sobre sua carreira, desde o seu início no Vasco até a final da Libertadores e a perda do pênalti pelo Santos. Também falou sobre a valorização do futebol feminino pela CBF no Prêmio Brasileirão, dúvida entre seleções e o que espera do futuro.


O seu sonho começou quando aos 6 anos entrou em uma escolinha de futebol em que só tinham meninos. Ser a única menina não foi motivo de desânimo para ela, já que ainda era uma criança. “Desde pequena adorava uma bola. Até meus 5 anos era só por diversão”, lembra. “Quando fiz 6 anos entrei em uma escolinha de futebol onde só tinha meninos e ali vi que era o que eu realmente queria fazer”.

Antes de jogar pelo Santos, ela defendeu por quatro anos a camisa do Vasco da Gama e guarda grande carinho pelo Clube e por tudo o que viveu lá durante esse tempo. “Cresci no Vasco, pude aprender muita coisa, também tive minhas primeiras experiências com jogos oficiais, viagens”, relembra.

Por ser americana e ter dupla nacionalidade, poderia jogar pela seleção americana ou brasileira. Ela não nega que ficou em dúvida, mas o amor pelo Brasil falou mais alto.

“Quando eu era mais nova eu pensava na possibilidade de jogar pela seleção dos Estados Unidos, mas poucos anos depois fui convocada pela seleção brasileira e quando vesti a camisa, senti aquela sensação maravilhosa, não tive dúvidas de que era pelo Brasil que eu gostaria de jogar”.

Angelina disputou o Campeonato Brasileiro Série A1 Nacional deste ano e pela primeira vez, a CBF premiou as melhores jogadoras do Campeonato Brasileiro feminino no “Prêmio Brasileirão”. Como jogadora que disputou o Campeonato, ela vê com bons olhos. “É ótimo para a modalidade eventos como esse. É muito importante para todas nós a visibilidade, divulgação”. A jogadora também acredita que daqui pra frente o futebol feminino será cada vez mais valorizado, o que dá cada vez mais motivação para as atletas. “Estou feliz pelas mudanças que está começando a ter. Nossa modalidade vai crescer muito ainda aqui no Brasil”.


Apesar de ter apenas 18 anos, ela sabe valorizar tudo o que já viveu e considera os anos de 2017 e 2018, os mais importantes da sua carreira, porque pode evoluir pessoalmente e profissionalmente. Ganhou títulos importantes, mas também aprendeu ‘’a perder título de expressão”.

Entre ‘’perder título de expressão’’ está a Libertadores deste ano em que o Santos perdeu nos pênaltis, ficando com o vice-campeonato. A final, não correspondeu às expectativas criadas em cima do time que jogou muito bem a primeira fase da competição e que estava invicto.

Procuramos matar o jogo no primeiro tempo mas acabamos não fazendo os gols. Sabíamos que no segundo tempo ia ser muito difícil porque o time colombiano iria vir com todas as forças. Maior parte do jogo perdemos concentração, porém não faltou vontade da nossa parte. Infelizmente, não conseguimos colocar a bola para dentro”.

Já sobre os pênaltis, ela perdeu um deles e conta o que aconteceu. "Eu disse que estava bem para bater. Estava treinando pênalti nos treinamentos. Pensei em bater no canto que tinha treinado, mas não era meu dia”“, lamenta.

Para o próximo ano, ela deseja conquistar títulos e ser convocada para a Seleção Brasileira. A jogadora ainda não sabe se permanece no Santos para a próxima temporada, mas valoriza o quanto cresceu com o clube.

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