• Bianca Lodi

Após anos de preconceito, cresce o número de jornalistas mulheres na cobertura esportiva

Atualizado: Jan 16

Que o preconceito com mulheres cobrindo esporte existe ainda todo mundo sabe, mas estas estão cada vez mais presentes na editoria esportiva, que está deixando de ser predominada pelo sexo masculino. Esse é um fato recente, a coisa vem mudando. Não que hoje as redações esportivas tenham o mesmo número de mulheres com relação ao contingente masculino, porém a conquista de espaço é significativa para esse público. A apresentadora Renata Fan, do Jogo Aberto, na Band, relata os obstáculos e mostra que mulheres também podem falar do mundo esportivo.


A luta por espaço entre o mundo esportivo não é atual. A história polêmica da participação feminina nos esportes é tão antiga quanto os Jogos Olímpicos da Grécia, onde só os homens competiam e as mulheres nem mesmo assistiam aos jogos. As mudanças foram muito lentas, mas as mulheres conquistaram seu espaço no mundo dos esportes. Ainda no final do século XX, as mulheres lutavam para obterem maior participação feminina no esporte brasileiro. A primeira ciclista brasileira a participar dos Jogos Olímpicos foi Claudia Carceoni, em Barcelona/1992, e também foi a única a participar do Tour de France em 1989. Estas mudanças repercutiram diretamente nos programas esportivos da telinha. As mulheres vieram para soltar o verbo; entendem de basquete, rali, fórmula 1 e futebol. Em geral, aquelas que estão à frente do jornalismo esportivo não deixam de fazer parte do imenso grupo de amantes e praticantes femininas de esportes.


Nos tempos recentes as mulheres conquistaram um espaço considerado nas coberturas esportivas, quebrando tabus e preconceitos. Nas emissoras de TV aberta como a TV Globo, as mulheres estão à frente do principal programa de esportes de domingo, o Esporte Espetacular, transmitido nas manhãs, apresentando e fazendo reportagens. Não só na Globo as mulheres têm participação, na Band e na Rede Record conquistaram importante espaço comentado nos principais programas do gênero nas emissoras. Nos canais de TV por assinatura Sportv e ESPN Brasil, elas apresentam programas e fazem comentários sobre esportes em geral, inclusive sobre futebol.

Diante desse crescimento, Renata Fan, relata que a estrutura do Jogo Aberto contem cada vez mais repórteres mulheres na cobertura dos campeonatos. E acredita que é uma tendência, pois as mulheres foram entrando no mundo esportivo aos poucos e foi mostrando competência, qualidade e habilidade. E isso ao ser captado pelas pessoas fez com que as mulheres estejam mais presentes nesse espaço, mesmo não sendo fácil.


Muita gente não gosta ou se sente ameaçado pela presença feminina, não que isso seja um erro, mas competência é algo que independente do sexo faz parte da pessoa de acordo com sua dedicação. O publico precisa reconhecer o trabalho feminino”, afirma.

O preconceito contra as mulheres que se interessam e trabalham com esportes é outro ponto importante. Ainda vivemos em uma sociedade machista, onde mulher que tenha muito contato com esportes não é tão bem vista, quanto uma que se interesse por moda, nem por homens e até mesmo por mulheres. Pensam que em um jornal, o lugar da mulher é em qualquer editoria, menos na de esportes. Então, é importante mostrar os grandes nomes que surgiram para marcar a presença feminina no jornalismo esportivo. A participação das mulheres no esporte e a credibilidade do jornalismo esportivo estão nas mãos delas, e afinal devemos valorizar que desde a Grécia Antiga, lentamente, estão conquistando cada vez mais seu espaço.


Veja o recado da Renata Fan, para as mulheres que querem seguir o mundo esportivo:

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