Crise assombra Paulista de Jundiaí

Atualizado: Jul 25

Um novo ano e a possibilidade de novas parcerias são a esperança do tradicional e querido Paulista de Jundiaí e da sua torcida evitarem a falência e o lamentável fechamento das portas do clube

Um dos times mais tradicionais do interior de São Paulo padece na última divisão do Campeonato Paulista e enfrenta sérios problemas financeiros e administrativos fora de campo, e pode encerrar as suas atividades.

Fundado em 1909, o Paulista de Jundiaí é um dos clubes mais tradicionais e queridos de São Paulo. E entre os anos de 1990 e 2000 tornou-se um dos grandes vitoriosos do estado e muita alegria deu aos seus torcedores. Em 1999 sagrou-se campeão da Copa Paulista, em 2001 levantou o caneco do Campeonato Brasileiro da série C, em 2004 foi vice-campeão do Campeonato Paulista e no ano seguinte venceu a Copa do Brasil. Inclusive em consequência desse título, em 2006, disputou a Libertadores da América e surpreendentemente venceu o poderoso River Plate pelo placar de 2x1, no estádio Doutor Jayme Cintra.

Além disso, o time de Jundiaí sempre apresentou uma competitiva categoria de base e investiu na revelação de atletas. Nenê (atual São Paulo) e Victor (atual Atlético Mineiro), por exemplo, são crias do time jundiaense.

Porém, há alguns anos, problemas administrativos e financeiros mancham a gloriosa história do Galo da Japi. Em 2007, uma parceria falha com um grupo de investidores para revelar jogadores foi o estopim para o colapso do Paulista e hoje o clube arca com milhões de reais em dívidas e lida com centenas de processos trabalhistas, que inviabilizam parcerias com empresários e patrocinadores.

Contas básicas, como água, refeições, energia elétrica e manutenções do gramado se tornaram “bicho de sete cabeças”, tanto que o clube, a fim de poupar dinheiro, deixou de mandar jogos no período noturno. E graças aos 5% garantidos pela Fifa sobre o valor de transferência de jovens profissionais que atuaram nas equipes de base, o Paulista de Jundiaí consegue sobreviver à crise atual.

Essas dificuldades, consequentemente, refletiram diretamente no desempenho do time em campo, visto que a partir de 2007 foram sucessivos rebaixamentos nos diversos campeonatos brasileiros, até que em 2016 chegou à última divisão do Campeonato Paulista e atualmente amarga a Segundona (4ª Divisão do estadual).

Visando “tapar o sol com a peneira” e não se desmoralizar diante da torcida, o clube de Jundiaí contratou diversos jogadores para evitar esses consecutivos vexames, mas com isso, só obteve ainda mais problemas e débitos, tanto que as contas do clube estão bloqueadas desde 2013 e o charmoso estádio Doutor Jayme Cintra está penhorado e já passou por dois frustrados leilões.

Apesar dos contratempos enfrentados pelo clube de Jundiaí, a diretoria e a torcida se mobilizaram para o tombamento do estádio Doutor Jayme Cintra para preservar sua posse e evitar um leilão. Mutirões de limpeza e pintura das arquibancadas para receber o público também foram algumas das ações promovidas pelos torcedores em prol da salvação do clube querido. Além da realização de eventos gastronômicos e shows com bandas locais para arrecadar dinheiro e gerar fundos ao Paulista.

Para evitar a falência, o Galo da Japi depende de uma parceria que aceite dividir a gestão do clube e que ajude a endireitar as contas e os débitos. Nos bastidores corre o boato que, muito em breve, Red Bull Brasil e Paulista de Jundiaí acertarão uma fusão. As negociações são sigilosas e as informações desencontradas, mas há indícios que o compromisso está quase firmado.

O Red Bull busca criar identidade com seus torcedores locais, coisa que não tem em Campinas, onde está sediado. Já o Paulista vê no parceiro a possibilidade de “renascimento”, sanando entraves financeiros e contratuais. Portanto, a princípio, a parceria seria benéfica aos dois clubes.

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do Futebol Por Elas

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