Copinha: histórias, talentos e orgulho

Atualizado: 26 de Jul de 2020

Copinha. Assim é chamada carinhosamente a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição sub-20 é organizada pela Federação Paulista de Futebol e participam clubes de diversos locais do país, contando até com times estrangeiros em algumas edições. O torneio é atualmente muito observado pela imprensa, empresários e times estrangeiros porque é a principal forma de descobrir e contratar futuras estrelas do futebol brasileiro.

Um bom amante de futebol fica esperando ansiosamente a primeira competição oficial do ano. Esperar as goleadas, saber quais serão as zebras, ver como está a base do seu time e quem serão os melhores jogadores são algumas das expectativas do torcedor. Infelizmente, essa é na maioria das vezes, a única oportunidade de observar um jogador de talento vestir a camisa de um clube brasileiros. Muitos jogadores são vendidos antes, no meio ou após a competição.

O jogador João Pedro, do Fluminense, começou essa edição da Copinha vendido ao time Watford, da Inglaterra. Nathan, jogador do Vasco, começou a competição como titular e virou banco, após um início de negociação com o Valencia. O que por um lado é ruim, porque nós, torcedores, raramente temos a chance de ver estrelas da Copinha brilharem no futebol brasileiro por um longo tempo, a vitrine Copinha é uma boa forma dos clubes conseguirem dinheiro.

Independente dos craques, é possível perceber algumas diferenças entre os clubes que disputam a competição. Para muitos, essa é a única oportunidade e competição disputado no ano, então, é o jogo da sua vida. É normal também, infelizmente, ver times com poucas condições de trabalho, principalmente materiais. Nesta edição, por exemplo, tivemos o Vasco emprestando chuteira para o jogador do Carajás, bolas para a equipe treinar e até fisioterapeutas para ajudar os atletas.

Outra coisa que sempre chama atenção são as histórias singulares de cada jogador e os sacrifícios que muitos clubes fazem para disputar o torneio. Já teve clube que passou a virada do ano viajando para chegar na competição, jogador sem chuteira e clube com passagem só de ida.

Por esses motivos, a Copinha caiu no gosto do brasileiro e ver a molecada jogar, muitas vezes, dá mais alegrias ao torcedor que o time oficial. A verdade, é que enche de orgulho ver o nosso time e o Brasil formando jogadores de potencial e a gente deseja que isso só aumente com o passar dos anos, mas que dessa vez, eles joguem mais por aqui.

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