Debaixo das traves: Talento e representatividade alvinegra


O futebol está presente na vida da goleira do Santos, Thaís Picarte, desde os três anos de idade. Natural de Santo André, na Grande São Paulo, a atleta sempre foi acompanhada pelas três irmãs na prática do esporte que já foi brincadeira de criança e que hoje virou profissão.

As meninas, que transformavam qualquer cômodo da casa em campo de futebol, contavam com a torcida mais do que especial dos pais Wagner e Fátima, os maiores incentivadores das filhas na modalidade. O sucesso das meninas foi tanto que não demorou para que o apelido As Temidas Picartes ficasse popular entre as rivais e as companheiras de time quando as irmãs disputavam campeonatos juntas.

O tempo passou e cada uma delas seguiu um caminho diferente, mas Thaís era mesmo dos gramados. Ela tinha preferência pela grande área, sempre quis ser goleadora, mas precisou entender uma substituição. A então atacante deu lugar a sua versão goleira e muitos já sabiam que a troca cairia como uma luva.

Aos 14 anos a atleta perdeu o pai, mas não perdeu a vontade de lutar por um sonho. No mesmo ano, ela passou na peneira de aspirantes do São Paulo e dois anos depois já estava na equipe principal se preparando para comemorar o primeiro título como profissional: a Paulistana de 1999. A partir desse momento, a atleta despertou o interesse de muitos clubes e teve a oportunidade de atuar em diversas equipes dentro e fora do Brasil, como o Sporting Huelva (ESP), o Levante (ESP), a Lazio (ITA) e o Centro Olímpico (BRA).

Com diversas convocações na Seleção Brasileira, a jogadora coleciona conquistas com a camisa amarelinha e já brilhou em Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos e Campeonatos Sul-Americanos. Mas hoje o que ela quer mesmo ver brilhar é o futebol feminino no Brasil. A goleira destaca que a modalidade precisa de melhorias significativas nas equipes e nos campeonatos internos. Mais do que isso, ela sabe que ainda faltam pessoas que respeitem e valorizem a mulher por trás dos órgãos competentes e da mídia brasileira.

Por esse motivo Thaís escolheu não se omitir, e participa ativamente de encontros e ações que exaltam o papel feminino. Ela é uma das embaixadoras do Guerreiras Project, um coletivo de mulheres que utiliza o futebol para estimular diálogos e debates sobre gênero. O ativismo da atleta trata-se de um legado dos próprios pais que sempre a incentivaram na prática de um esporte que sofre com o machismo.

A atleta incentiva as futuras craques do futebol feminino e quer ver mais mulheres vivendo diariamente a paixão nacional dos brasileiros. Para ela, o mais importante é que as meninas deem um bom exemplo e jamais deixem de estudar. Thaís é licenciada em Educação Física e pós-graduada em Fisiologia do Exercício, por isso, sabe o quanto o estudo pode encaminhar a carreiras das meninas para outros rumos, quando for necessário, e as farão entender melhor o jogo em si.

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