1995: Grêmio dono da América pela segunda vez

Atualizado: 26 de Jul de 2020

O Grêmio já com a fama de imortal chegava à sua quinta participação na principal competição sul-americana, após ser Campeão em 83, o Grêmio conquistava a Copa Libertadores pela segunda vez em sua história diante do colombiano Atlético Nacional no Atanasio Girardot com mais de 50 mil torcedores pulsando o estádio.

Com o grande técnico Felipão, o tricolor formou em poucos meses uma equipe que ficaria para a histórica, com as defesas de Danrlei, os desarmes de Adílson, os cruzamentos de Arce, os carrinhos de Dinho, a canhota de Carlos Miguel e a dupla imbatível de Paulo Nunes/Jardel deixaram saudades até hoje em todos os gremistas. Um dos melhores elencos que o imortal já teve.

Antes da grande final o tricolor gaúcho passou por grandes jogos contra times como: Palmeiras, Emelec e Olímpia. O primeiro jogo da final ficou em 3x1 para os brasileiros com gols de: Marulanda (contra) marca o primeiro para o tricolor aos 36 min do 1º tempo, logo após Jardel aos 45 min e para garantir e deixar os gremistas mas aliviados o grande Paulo Nunes marcou para o tricolor aos 10min do 2° tempo. Atlético Nacional seguiu pressionando e conseguiu fazer o seu único gol da partida aos 27 min do final da partida.

O jogo da volta da decisão seria lá em Medellín, na Colômbia, no meio de torcedores colombianos nervosos, a Conmebol pensou até em mudar o local da partida com medo de brigas vindo do lado colombiano, mas no final das contas a paz reinou dentro e fora de campo. O time colombiano não se sentiu abatido com o placar do primeiro jogo e pressionou durante toda a partida, e logo aos 12min do 1º tempo o atacante Aristizábel marca para o Nacional. Com um jogo muito pegado, sofrido, cheio de nervosismos e uma explosão de sentimentos a frase dos gremistas de que ‘’se não for sofrido não é Grêmio’’ se concretizou.

O Atlético precisava de mais um gol para levar para os pênaltis, e já aos 40min passados, no final do jogo Alexandre Gaúcho acelera pelo campo adversário e é derrubado na área. Pênalti para os gaúchos. Dinho um dos símbolos da conquista vai para a cobrança, ele chuta de um lado e o goleiro Higuita pula para outro. GOL!!! E o estádio se cala e a comemoração é toda dos gaúchos! Após um jogo sofrido, o titulo veio mais uma vez para Porto Alegre, Grêmio era bicampeão da América e a partir daquele dia 30/08/1995 isso ficaria marcado na historia, para sempre.

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