1996: a América se curva pela segunda vez ao River Plate

Atualizado: Jul 26

O Monumental de Núñez do dia 26 de junho de 1996 foi completamente tomado pela torcida do River Plate que se preparava para ver de perto uma das melhores equipes da história do time da “elite portenha” e de quebra, com a possibilidade de conquistar a América pela segunda vez. Ramón Díaz, técnico da equipe campeã, chegou ao time argentino no ano anterior e apesar de campanhas regulares, manteve a confiança e se eternizou nos braços da torcida.

Na fase de grupos, ao lado de San Lorenzo, Minervén e Caracas, selou o favoritismo e conquistou a classificação em primeiro lugar. O adversário nas oitavas de final era a equipe peruana Sporting Cristal e na primeira disputa, o River amargou uma derrota por um placar de 2 a 1. O jogo de volta, entretanto, foi um espetáculo repleto de gols, tendo a equipe argentina garantido a passagem com tranquilidade para as quartas por um placar de 5 a 2.

O adversário nas quartas era o já conhecido e também argentino San Lorenzo, o único time que na primeira fase o River não conseguiu o triunfo, tendo apenas arrancado dois empates. No primeiro jogo, o visitante River venceu por um placar de 2 a 1, sendo os gols de Crespo e Ortega. Em casa, empatou com o San Lorenzo e garantiu passagem para a semifinal. Contra o Universidad do Chile pela disputa da vaga na grande final, arrancou um empate por 2 a 2 no primeiro jogo e em casa garantiu a vitória pelo placar mínimo. O River Plate estava a um passo da comemoração.

Entretanto, para sagrar-se campeão era necessário vencer a última disputa contra a equipe colombiana Sociedad Anônima Deportiva América, mais conhecida como América de Cali. Em 1986, a final da Libertadores também havia sido entre as duas equipes, sendo o River coroado campeão. Dez anos depois, a chance de revanche de um América de Cali que vinha com uma moral elevada por ter eliminado o Grêmio, atual campeão da competição. Chegara o dia do primeiro jogo que como palco o estádio Pascual Guerrero e a comemoração destinada aos donos da casa que venceram pelo placar mínimo, com gol de Antony de Ávila.

No jogo de volta, 60 mil pessoas tomadas pela empolgação característica das torcidas argentinas e prontas para entoar o grito de campeão o mais alto possível compareceram ao Monumental de Núñez com a missão de empurrar o River Plate na vitória com dois gols de diferença. Dizem que só entende a emoção daquela noite, quem ali estava. Liderados pela estrela de Francescoli, maior ídolo do River, a equipe argentina mandou no jogo desde o início e aos 6 minutos do primeiro tempo, Crespo abriu o placar e aos 14 minutos do segundo tempo, aproveitando o vacilo do goleiro da equipe colombiana que saiu de dentro da área, Crespo fez mais um gol, dessa vez, o do título. A revanche do América de Cali não veio e sob a paciência de Ramón Diaz, a estrela de Francescoli, o faro de gol de Crespo e a eletrizante torcida, a América foi dominada, mais uma vez, pelo River Plate.

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle