Quais os planos da Fifa para o futebol feminino?


Apesar de não ser comum o incentivo para que mulheres pratiquem esporte, o futebol feminino resiste. Em ano de Copa do Mundo, a expectativa do Presidente da Fifa, Gianni Infantino, é de que a competição servirá para mudar a mentalidade das pessoas em relação ao futebol feminino.

2019, de fato, trará algumas mudanças para o futebol feminino no Brasil. Embora ainda não saibamos a dimensão delas, é significativa a exigência da Conmebol para que os times da Libertadores tenham uma equipe feminina - especialmente diante do alarmante dado de que, no país, 83% das meninas acima de 15 anos não praticam nenhum esporte, conforme aponta pesquisa do IBGE de 2015. É relevante, ainda, que em 2019 a seleção feminina terá - pela primeira vez na história - todos os seus jogos na Copa do Mundo transmitidos ao vivo pela maior emissora do país, a TV Globo.

A Fifa acredita que a realidade do futebol feminino está mudando ao redor do mundo. Na Europa, o ano já começou com notícias positivas. Em janeiro foi estabelecido um novo recorde de público em uma partida feminina no futebol europeu. Na Espanha, o jogo entre Athletic Bilbao e Atlético de Madrid pelas quartas de final da Copa da Rainha recebeu 48.121 torcedores no estádio San Mamés.

O Presidente da Fifa, Gianni Infantino, em texto publicado este mês na revista da entidade, ressaltou que já é hora da sociedade mudar a forma como enxerga o futebol feminino e declarou que a Copa do Mundo, que será realizada na França entre os dias 7 de junho e 7 de julho, representará um grande passo para a valorização do futebol feminino. “Dentro de alguns meses, os olhares dos torcedores de todo o mundo estarão na França. Não tenho a menor dúvida que aqueles que não estão familiarizados com o futebol feminino, vão se assustar com o quão longe ele chegou”, escreveu.

Gianni Infantino, no entanto, sabe que os desafios ainda são muitos e destaca que suas palavras positivas e esperançosas não estão acompanhadas de ingenuidade. Afinal, a Fifa vem estudando maneiras de fortalecer o futebol feminino no mundo e elaborou, em outubro do ano passado, uma estratégia global de desenvolvimento que inclui a melhoria das competições femininas, o investimento na comercialização, o incentivo à profissionalização e à presença de mulheres em posições de liderança, além do aumento da participação feminina no esporte.

Para isso, a Fifa estabeleceu como meta a implantar o futebol em programas escolares, promover estrutura para o futebol feminino e aumentar o número de árbitras e treinadoras. A estratégia prevê, ainda, o aumento da popularidade do Mundial feminino, a melhoria das competições regionais e do calendário internacional de jogos. O objetivo é que, até 2026, existam 60 milhões de jogadoras de futebol - o que representaria o dobro da quantidade atual. Para 2019, a meta é que um bilhão de pessoas assistam a Copa do Mundo. “Muitas pessoas se acostumaram a ver o futebol feminino como um ator coadjuvante e é possível que elas não percebendo o grande espetáculo que é oferecido”, escreveu o presidente da Fifa.

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do Futebol Por Elas

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