2005: após 10 anos, a taça retorna ao Morumbi

Atualizado: Jul 26

Quem não lembra do São Paulo de 2005 e sente saudades? Inesquecível foi a conquista da taça da Copa Libertadores da América de 2005, no coração do torcedor são paulino o dia 14 de julho será sempre memorável, com Morumbi lotado, o São Paulo goleou o Atlético Paranaense por 4 a 0 (a segunda maior goleada em finais na história da competição – somente atrás de outra goleada são-paulina: o 5 a 1 sobre a Universidad Católica, em 1993) e faturou novamente o título de Rei da América.

O São Paulo teve, neste ano, a sua melhor performance em 11 participações na Copa Libertadores. Venceu nove partidas, empatou quatro e perdeu uma; marcou 34 gols, sofrendo 14. O centroavante Luizão e o goleiro Rogério Ceni foram os artilheiros com cinco gols marcados. Com resultado histórico, o técnico Paulo Autuori se tornou o quarto treinador brasileiro a conquistar dois títulos de Copa Libertadores. Bicampeão sul-americano na era Telê Santana, com Raí, Müller e cia, o Tricolor deixou escapar a chance do tri em 1994, em uma fatídica decisão por cobrança de pênaltis, e sofreu duros 10 anos até voltar a disputar a competição preferida da torcida são-paulina. O título de 2005 nasceu dessa sede de vitória acumulada por uma década.

São Paulo apostou em nomes experientes em 2005, transbordava eficiência na zaga e no meio de campo, com o paredão Lugano e os gêmeos Mineiro e Josué. Na frente, Danilo ganhou o apelido de “Zidanilo” por conta das atuações magistrais, principalmente na Libertadores. No ataque, Luizão foi o senhor Liberta, e Amoroso a estrela que faltava para dar mais alegria e velocidade à comissão de frente, que era muito bem servida pelos laterais Júnior, pela esquerda, e o fenomenal Cicinho, pela direita. E no gol? Simplesmente Rogério Ceni, que marcou gols em profusão em 2005 e começou a construir sua imortalidade no rol de ídolos do São Paulo. O goleiro, aliás, foi o maior responsável pelo tricampeonato mundial no Japão, quando pegou tudo e mais um pouco na partida contra o marrento Liverpool e, em 2006, se transformou no maior goleiro-artilheiro de todos os tempos, superando o paraguaio Chilavert.

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