Ronaldo Fenômeno: o camisa 9 que deixou saudades

Atualizado: Jul 26

Arthur Cabral, a mais nova contratação e aposta do Palmeiras, postou em uma de suas redes sociais uma foto ao lado do ex-jogador Ronaldo, na legenda afirmava que aquele momento era a realização de um sonho de criança e que o “fenômeno” tinha sido o melhor jogador que tinha visto em campo. O sentimento de Arthur é compartilhado por toda uma geração dos “vinte e poucos anos” que viu em Ronaldo um ídolo nacional brilhante, como há muito tempo não temos.

Ronaldo Luís Nazário de Lima nasceu no Rio de Janeiro e é assumidamente torcedor do Flamengo. O atacante eleito melhor jogador do mundo em 1996, 1997 e 2002, entretanto, deu seus primeiros passos como jogador profissional no Cruzeiro. Defendendo a camisa da equipe mineira, foi campeão da Copa do Brasil em 1993 e do Campeonato Mineiro em 1994, sendo também artilheiro da competição estadual. Vendido para o PSV Eindhoven, dos Países Baixos, foi eleito artilheiro do campeonato Neerlandês, porém, a passagem foi rápida e em 1996, Ronaldo já vestia a camisa do Barcelona.

Os anos de 1996 e 1997 foram especiais na carreira do jogador, pois além das premiações da FIFA, Ronaldo conquistou a Supercopa da Espanha, a Recopa Europeia e a Copa del Rey, tendo assumido também a artilharia do Espanhol. A equipe italiana, Internazionale, apresentava interesse em sua compra desde sua passagem pelo Cruzeiro e em 1997, finalmente conseguiu acertar com o atleta. No ano seguinte, o apelidado pela imprensa italiana como “fenômeno”, conquistaria junto com a equipe a Copa da UEFA de 1998. Após a conquista do pentacampeonato brasileiro em 2002, Ronaldo optou por não ficar na Itália e se transferiu para o Real Madrid.


Vestindo a camisa do maior rival do seu ex-clube Barcelona, Ronaldo foi constantemente criticado juntamente com a equipe merengue por não corresponder em títulos expressivos perante os altos investimentos feitos e principalmente, por estar acima do peso. Decidiu voltar para Milão, agora para defender a camisa do Milan, maior rival do seu também ex-clube Internazionale. Após descobrir que sofria de hipotireoidismo, emagreceu alguns quilos e formou um trio juntamente com Kaká e Alexandre Pato. Entretanto, as lesões atrapalharam sua carreira e Ronaldo não renovou seu contrato com a equipe italiana. No fim de 2008, o Corinthians anunciou a contratação do fenômeno e este foi recebido com festa pela torcida paulista. Pelo alvinegro, conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, ambos em 2009. Porém, as seguidas lesões, a dificuldade em manter o peso ideal e principalmente, a desclassificação na Libertadores em 2011 foram pontos decisivos para que o atleta anunciasse sua aposentadoria. Atualmente, é sócio majoritário do time espanhol Valladolid.

Mas foi defendendo as cores da seleção brasileira que meninos como o Arthur viram Ronaldo se tornar grande. O ano de 2002 foi decisivo para que muitos, até hoje, viessem a considera-lo como ídolo. Além de artilheiro e campeão da Copa do Mundo daquele ano, foi ainda de sua autoria os dois gols da grande final contra a Alemanha. Lembrança viva. Parece mesmo que a camisa 9 nunca deixou de ser de Ronaldo.

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