2017: Grêmio pinta a América de azul, preto e branco

Atualizado: 25 de Jul de 2020

Uma trajetória que uniu a nova geração de jogadores do Grêmio com o elenco de 1995. As coincidências do Grêmio na Libertadores da América não passaram despercebidas. Mas antes de contarmos essa história, precisamos relembrar como o Tricolor iniciou a sua campanha na 58ª edição da competição.

Campeão da Copa do Brasil do ano anterior, o Grêmio carimbou novamente a sua participação na Libertadores. Na fase de grupos o Imortal enfrentou o Guarani, Deportes Iquiqui e o Zamora, onde obteve um bom desempenho vencendo quatro dos seis jogos disputados.

Com a classificação, o clube gaúcho tinha como objetivo espantar um velho tabu: as eliminações nas oitavas de final contra clubes que eram “ligados a religião”. Em 2011, foram eliminados pelo Universidad Católica; 2013 foi a vez do Santa Fé; em 2014 foi o time do Papa Francisco, o San Lorenzo e em 2016, o Rosário Central. Quis o destino que o Godoy Cruz fosse o adversário do Grêmio. A primeira partida foi realizada na Argentina, uma pequena vitória por 1 a 0, com gol de Ramiro deu aos gaúchos uma pequena vantagem para o jogo de volta, que seria realizado na Arena.

Dentro de casa e com o apoio de mais de 40 mil torcedores, o Tricolor voltou a vencer, desta vez por 2 a 1 com gols de Pedro Rocha. A partir das quartas de final, as coincidências com a participação do Grêmio na Libertadores de 1995 começaram a surgir. A primeira, foi o adversário: mais um brasileiro no caminho do Imortal, desta vez o Botafogo.

Na primeira partida um empate sem gols no Nilton Santos. No jogo de volta uma data especial. Grêmio e Botafogo se enfrentaram no dia 20 de setembro, no Rio Grande do Sul a data é feriado, em comemoração ao Dia do Gaúcho. Com os nervos à flor da pele, os torcedores comemoraram um gol marcado aos 17 minutos do segundo tempo. Após uma cobrança de Edílson, Lucas Barríos cabeceou, sem chances de defesa para Gatito. O gol a classificação tricolor para a semifinal da Libertadores da América.

E novamente, mais uma coincidência. Em 1995, o Grêmio teve como adversário na semifinal o Emelec do Equador. Em 2017, mais uma equipe equatoriana: o Barcelona de Guayaquil. Como os gremistas obtiveram uma boa campanha, os jogos de volta estavam sendo realizados na Arena. Mas o time de Renato Gaúcho jogou a vontade no primeiro jogo e garantiu a sua classificação ao vencer o Barcelona por 3 a 0. Nem mesmo a derrota por 1 a 0, tirou os sorrisos dos gremistas.

A final seria contra o Lanús da Argentina. O bom aproveitamento dos argentinos fez com que a decisão fosse em solo Hermano. A Arena do Grêmio pulsou. A torcida copeira fazia mais uma festa. Os cânticos da Geral tentaram diminuir o nervosismo. 30 minutos do segundo tempo, e a rede ainda não havia balançado. Mas aos 37’, Cícero transformou a Arena em um caldeirão. O gol dava ao Grêmio a vantagem de um empate na Argentina para conquistar o tricampeonato.

Mas o time de Renato queria mais. Queria ser mais um brasileiro a vencer os Hermanos em seu próprio território, se igualando ao Santos de Pelé. A noite mágica foi exatamente como os gremistas queriam: uma vitória por 2 a 1, com golaços de Fernandinho e Luan. Além da união de um elenco que fez a felicidade de uma nação tricolor.


0 comentário

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle