2018: Libertadores da Europa

Atualizado: Jul 24

A 59° edição da Libertadores da América foi provavelmente, a mais polêmica das edições, muitos jogos sendo decidido na justiça ao invés do gramado, mas mesmo com todos os aspectos negativos, aconteceram muitos espetáculos dentro de campo. Em 2018, a Libertadores contou com 47 equipes, 353 gols em 155 partidas. Aconteceu no período de 22 de janeiro e depois de muito enrolação, finalmente encerrou-se no dia 9 de dezembro.


O melhor ataque da competição na fase inicial ficou por conta da equipe do Cruzeiro que totalizou 15 gols, já a melhor defesa foi a da equipe do Grêmio que sofreu apenas dois gols. Os mineiros também foram os responsáveis pela maior goleada da edição após bater o Universidad do Chile por 7 a 0 no Mineirão, jogo válido pela fase de grupos. O River Plate iniciou sua jornada pelo título no grupo D, Junto com Flamengo, Santa Fé e Emelec. Terminou a primeira fase como líder do grupo somando 12 pontos, seguido do Flamengo que totalizou 10.


O adversário do River nas oitavas de final foi o Racing, após empatarem por 0 a 0 no jogo de ida, o River Plate conseguiu a classificação para as oitavas de final após bater o Racing por 3 a 0 no segundo jogo. Vale ressaltar que nessa fase da competição, foi atribuída ao Independiente a vitória por 3 a 0 no jogo de ida contra o Santos devido a escalação irregular de Carlos Sánchez por parte do Santos. Originalmente a partida foi 0 a 0 e o Santos não conseguiu reverter o placar, sendo eliminado da competição.


E foi justamente a equipe do Independiente o Adversário do River nas quartas de final, e novamente após um empate de 0 a 0 no primeiro jogo, o River garantiu a classificação após vencer o jogo de volta por 3 a 1, o River Plate era semifinalista da Libertadores.


Nessa fase, voltou a ter polêmica envolvendo time brasileiro. O Cruzeiro enfrentou o Boca Júniors e no jogo de ida viu o zagueiro Dedé ser expulso de forma injusta, após recorrer sobre o cartão vermelho, a Conmebol anulou o cartão e Dedé foi liberado para jogar o segundo jogo, onde voltou a ser expulso e apesar do empate de 1 a 1, não foi o suficiente e o Cruzeiro acabou eliminado da competição.


A semifinal da Libertadores seria quente, com confrontos entre Argentinos e Brasileiros, o River Plate enfrentaria o Grêmio. No primeiro jogo, o River viu o Grêmio ganhar na Argentina com o placar de 1 a 0, gol de Michel. A esperança gremista aumentou quando Léo Gomes abriu o placar em Porto Alegre aos 36 minutos de jogo e quando tudo parecia definido, Borré empatou aos 82 do segundo tempo, com esse empate o Grêmio ainda se classificava. Mas, aos 88 minutos de jogo, o zagueiro Bressan comete pênalti confirmado pelo VAR e Martínez o converte já nos acréscimos, fim de jogo: River Plate 2 a 1 Grêmio. Apesar do apito final, o jogo “não acabou” no gramado. O técnico Marcello Gallardo, do River Plate havia sido expulso na última partida e não poderia estar em campo com seus jogadores no jogo em Porto Alegre, mas o técnico desrespeitou a punição e desceu da cabine onde acompanhava o jogo para se juntar aos jogadores no vestiário durante o intervalo da partida.


O Grêmio tentou que o River fosse punido e que o resultado de 3 a 0 fosse aplicado a essa partida, o que garantiria o Tricolor Gaúcho na final, mas a Conmebol rejeitou o pedido e manteve o resultado original da partida. O Técnico Marcello Gallardo foi punido pelos próximos quatro jogos do River em competições oficiais organizadas pela Conmebol, sendo que não poderia nem estar no estádio no primeiro jogo de suspensão. Sendo assim, a final estava decidida, após o River Plate bater o Grêmio e o Boca Júniors o Palmeiras, pela primeira vez na história da competição, os dois times mais tradicionais da Argentina se enfrentariam em uma final de Libertadores.


O primeiro da final da Libertadores precisou ser adiado devido as fortes chuvas que deixaram La Bombonera sem condições de jogo; Adiado para o dia 11 de dezembro, Boca e River proporcionaram um espetáculo, com dois gols para cada lado, o jogo de ida terminava com tudo igual: Boca Júniors 2 a 2 River Plate.


Antes de conhecermos o novo campeão da América, uma novela se iniciou. Antes do inicio do jogo de volta, uma grande confusão se iniciou ao redor do estádio, o ônibus do Boca foi alvo de apedrejamento e muitos jogadores se machucaram, tivemos cenas horríveis, vimos até sinalizadores sendo amarrado em criança, um verdadeiro show de horrores. A delegação do Boca se recusava a jogar a partida e os mais de 60 mil torcedores presentes no estádio aguardavam a decisão da Conmebol, após muita negociação, a partida finalmente foi adiada.


O Boca Júniors queria que o River Plate fosse punido e o jogo adiado, tornando o Boca o legitimo campeão desta edição, mas a Conmebol recusou o pedido e achou uma solução um tanto quanto inusitada, após muita negociação e conversa, a final da Libertadores da América aconteceria... na Europa, mas especificamente em Madrid, no estádio Santiago Bernabéu.


Por questões históricas e de logística, a decisão da Conmebol gerou muita revolta, mas este era o decreto final e sem mais delongas, no dia 9 de dezembro, River Plate e Boca Juniors fizeram o Bernabeu tremer, em um show de bola dentro das quatro linhas, o River se consagrou campeão após bater o Boca por 3 a 1, com gols de Pratto, Quintero e Martínez, enquanto Benedetto diminuiu para o Boca Juniors. Uma Libertadores marcada pelos recursos, as decisões extra campo e a violência, teve dentro de campo o reconhecimento que a maior competição da América do Sul merece, essa foi uma edição única, que fez história!

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