AFA anuncia profissionalização do futebol feminino na Argentina


O último sábado (16) foi histórico para o futebol feminino da Argentina. A Associação do Futebol Argentino (AFA), por meio do presidente Claudio Tapia, anunciou a profissionalização da modalidade no país.

O anúncio, divulgado durante evento realizado na sede da entidade em Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires, faz parte de um grupo de projetos que a AFA está elaborando para a gestão inclusiva no futebol.

A medida deve entrar em vigor a partir da próxima edição do Campeonato Argentino, realizado desde 1991 e considerado como a principal competição da categoria no país. O torneio conta com equipes tradicionais do futebol argentino, como o Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo, Estudiantes e UAI Urquiza.

A associação estabeleceu que cada um dos 16 clubes que compõem a liga deverão ter no mínimo oito atletas com contratos profissionais, enquadradas legalmente no mesmo acordo coletivo de trabalho dos jogadores profissionais da liga masculina. De início, a AFA informou que dará 120 mil pesos (cerca de R$ 11,4 mil) a cada clube por mês para financiar os contratos.

Assim como no Brasil, o futebol feminino argentino também enfrenta uma série de dificuldades fora dos gramados. Além do preconceito, as equipes são praticamente amadoras, tanto é que as jogadoras do time da Universidad de Buenos Aires precisam pagar o próprio transporte para irem até o campo das adversárias.

Outro exemplo do amadorismo aconteceu no início do ano, quando a jogadora Macarena Sánchez foi dispensada pelo UAI Urquiza, atual campeão nacional e, na sequência, entrou com um processo em busca de direitos trabalhistas, para ser reconhecida como profissional.

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do Futebol Por Elas

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