Por trás da história: o feitiço do teu jogo está nas cores daquelas camisas tricolores

Atualizado: Jul 25

“Branca, azul e vermelha são as cores do meu clube das estrelas. Tão bonitas, coloridas, vibrantes, mais parecem lindos sonhos de criança”. Os versos do poeta Jackson de Carvalho são conhecidos pela torcida do Fortaleza Esporte Clube por serem uma das melhores representações da mística presente nas camisas tricolores.

Azul dos profundos mares que contornam a capital cearense. Vermelho do sangue nordestino, repleto de garra e disposição para superar qualquer adversidade. O branco, junção de todas as cores, também representa a união da torcida para incentivar o time do começo ao fim do jogo.

Para homenagear a bandeira francesa, essas foram as cores escolhidas por Alcides Santos para representar o clube que acabara de fundar, em 1918. O resultado não poderia ser melhor. No estádio e no coração da torcida, as cores se completam, se multiplicam e formam um espetáculo que torna improvável pensar em Fortaleza Esporte Clube sem associá-lo às cores tradicionais.

Apenas nos primeiros anos de existência, o Leão do Pici entrou em campo com listras verticais no uniforme principal. A camisa padrão vestida atualmente, com listras tricolores horizontais, vem sendo mantida há muito tempo – desde a década de 30, mais precisamente, e sempre tem o vermelho, o azul e o branco predominantes por todo o manto, mudando apenas o estilo das listras.

No entanto, vez ou outra, o clube lança modelos especiais, geralmente como terceiro uniforme, que em nada ficam para trás quando se trata de beleza, encanto e imponência. Ultimamente, quando se trata desse assunto, sempre vem à lembrança dos torcedores pelo menos uma das camisas seguintes: a comemorativa dos 95 anos do clube, a Révolution e a Cordel.

95 anos

Para homenagear os 95 anos do clube, completados em 2013, o Fortaleza desenvolveu um manto especial. A camisa 3 da temporada tinha o branco como cor predominante, e a parte da frente tinha, do lado esquerdo, uma estrela com o ano da fundação no interior. As tradicionais cores (vermelho e azul) formavam uma faixa que ficava no peito do atleta, unidas ao branco do manto. Na parte traseira, no lugar da numeração do jogador, havia o número 95, em menção à idade do time na época.

Révolution

O terceiro uniforme da temporada de 2016 fez referência às três palavras que foram lemas da Revolução Francesa: Liberté, Égalité, Fraternité. O manto é azul, com detalhes em branco, vermelho e azul claro. Tal homenagem reiterou, mais uma vez, a ligação entre o Fortaleza e a França. Além disso, a camisa tinha opção de três escudos diferentes, os quais já haviam feito parte da história do clube.

Cordel

Em mais uma homenagem, dessa vez à rica cultura nordestina, o clube cearense adotou a camisa intitulada “Cordel”, cujas cores tiveram como inspiração os folhetos de poemas e contos da região. O manto é todo grená, cor que abrange o escudo, e foi adotado como camisa 3 durante a Copa do Nordeste de 2017.

Receba as novidades

do Futebol Por Elas

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle