Questões políticas interferem dentro de campo?

Atualizado: Jul 24

Nos últimos anos os fantasmas das questões políticas internas rondam os clubes brasileiros. A ameaça que pode influenciar o rendimento dentro de campo é temido por todos, principalmente pelos torcedores, que muitas vezes assistem de mãos atadas.

Em 2007 o Corinthians viveu o seu pior ano. Na área política, Alberto Dualib renunciou do cargo de presidente após denúncias da Justiça Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, devido a parceria com o MSI. Já no campo, o time parou nas oitavas de final da Copa do Brasil, ficou em nono lugar no Paulistão e foi rebaixado no Brasileirão.

Em 2008 foi a vez do Vasco viver intensos problemas políticos e também cair para a Série B do Campeonato Brasileiro. Dez anos depois, o Gigante da Colina revive momentos conturbados, tendo a sua polêmica eleição para presidente anulada e correndo o risco de cair pela quarta vez em uma década. Após o empate com o Paraná por 1 a 1, com um jogador a menos, o técnico Alberto Valentim declaro que, para ele a oposição do clube quer tumultuar o ambiente interno. Para Maxi Lopéz, contratado a menos de 6 meses, “quando lá fora tem seus problemas, é impossível que isso não afete o time”. Contrário a essa opinião, o ex-jogador e ídolo do clube, Felipe, postou um texto no seu Instagram contestando essas declarações, afirmando que isso seria uma transferência de responsabilidade e lembrou que em outros anos eleitorais, como 94 e 2000, o time foi campeão.

Enquanto o Vasco vive esse momento delicado dentro e fora de campo, o Internacional, vice-líder do campeonato, adiou o início do seu processo eleitoral para evitar uma possível desestabilização do time. Isso mostra o quanto o fantasma da crise política se mantém vivo e presente dentro dos clubes. Portanto, a opinião majoritária é de que as questões políticas e externas ao campo, acabam interferindo e muito dentro das quatro linhas, o que é um sofrimento em dobro ao torcedor. Para os vascaínos, por exemplo, é difícil saber o que mais entristece: ver algumas atuações do time ou viver essa insegurança quanto às eleições. É desrespeitoso com a Instituição e com a torcida, que é o seu maior patrimônio, manchar a história do clube por má gestão.

Na maioria dos casos não falta só competência, mas amor ao time, à Instituição que tem toda um nome a zelar e que não é um brinquedo a ser disputado. Se realmente houvesse amor ao clube, não veríamos tantos problemas internos como vimos nos últimos anos e aqueles que realmente o amam teriam noites melhores.

#VascodaGama #GigantedaColina

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