• Alícia Soares

Jogos Emblemáticos: Barcelona e Chelsea, um confronto emocionante

Atualizado: Jul 25

O Chelsea de Roberto Di Matteo conseguiu parar o vitorioso Barcelona de Pep Guardiola

e se classificou para a final da Champions League 2011-12

Ninguém botava fé no Chelsea, estava com Roberto Di Matteo como técnico interino após a demissão recente de André Villas-Boas e o time era longe de ser um dos melhores da liga. Porém, foi tudo se encaminhando.

​Os Blues foram líderes do grupo E, que contava com também Bayer Leverkusen, Valencia e Genk, e no mata-mata enfrentaram respectivamente Napoli e Benfica. Já os Culés foram líderes por muito do grupo H, que continha Milan, Viktoria Plzen e BATE Borisov, e vencendo Bayer Leverkusen e Milan nas fases finais.

O Chelsea nunca havia vencido a competição, já o Barcelona havia conquistado quatro vezes e estava em busca do quinto título, o terceiro com Pep como técnico. Até então, os Blaugranas estavam invictos e os Blues só tinham perdido para o Napoli por 3 a 1 - derrota que causou a demissão de Villas Boas.

Os confrontos entre os dois na semifinal da Champions League foram emocionantes. Muitas chances de gol, defesas brilhantes dos goleiros Cech e Valdés, mas a superioridade do Barcelona era prevista: teve o triplo de finalizações nas duas partidas. No jogo de ida em Stamford Bridge, os Blues conseguiram segurar o Barça e venceram por 1 a 0, tendo a vantagem do empate na partida de volta. O gol começou do meio de campo com Frank Lampard, que passou para Ramires, que cruzou para Drogba, que marcou no canto direito de Valdés.

No Camp Nou, a situação mudou de figura. A torcida catalã empurrava o time da casa para que conseguissem a classificação para a final em Munique, principalmente porque vinham de uma derrota para o rival Real Madrid na La Liga. O time de Pep Guardiola foi a campo com Valdés; Piqué, Puyol e Mascherano; Busquets, Xavi, Fábregas e Iniesta; Cuenca, Alexis Sánchez e Messi. Já o time de Roberto Di Matteo vinha com Cech; Ivanovic, Cahill, Terry e Ashley Cole; Mikel, Raul Meireles, Ramires e Lampard; Mata e Drogba.

As melhores chances eram do Barcelona, com Petr Cech sendo bem requisitado. Mas o que não faltou na partida foi emoção. Foram um total de sete cartões amarelos, dois dos azuis e cinco dos azul-grenás, e muitas faltas cometidas. O Barcelona precisava de dois gols para a classificação e pressionavam a defesa do Chelsea para consegui-los; a maioria das tentativas vinha dos Culés, com destaque para Alexis Sanchez e Lionel Messi. Enquanto isso, o clube inglês aproveitava os tropeços dos espanhóis e lançava contra-ataques visando Didier Drogba, porém, sem sucesso.

Aos 35 do primeiro tempo, após tantas ameaças de gol, ele realmente veio. Daniel Alves deu um passe para Cuenca do lado esquerdo do campo que faz um cruzamento rasteiro para Busquets. O meia, infiltrado na zaga do Chelsea, e com o gol vazio, apenas completou para marcar e deixar os espanhóis no mesmo patamar dos ingleses no agregado.

Logo depois, Alexis Sanchez puxou um contra-ataque e foi fortemente atacado pelo zagueiro John Terry, que acabou sendo expulso da partida e deixou uma falta bem próxima da área para o Barcelona bater, que foi cobrada para a linha de fundo. O clube catalão mantinha 75% da posse de bola da partida, algo mais do que comum no estilo de jogo de Pep Guardiola. E pouco demorou para sair o segundo gol azul-grená da partida: aos 43, Raul Meireles é desarmado por Busquets, e a jogada passa por Alexis Sanchez, Lionel Messi e termina com Iniesta dentro da área, que bate com qualidade e não dá chances para o goleiro tcheco.

O Chelsea precisava reagir. Até então, estavam perdendo a classificação para o Barcelona e bastava um golzinho para já conseguir classificar devido à vantagem do gol fora de casa. Nos acréscimos do 1º tempo, aos 46 minutos, um golaço: os Blues armam um contra-ataque que chega em Frank Lampard e em Ramires, que bate por cobertura na saída de Valdés e retoma a vantagem para o Chelsea.

Já no início do segundo tempo, parecia que a sorte estava do lado do time da casa: Cesc Fábregas foi derrubado dentro da área e o árbitro turco Cüneyt Çaki marcou pênalti para o Barcelona! Entretanto, era ilusão, Lionel Messi se posicionou para bater e chutou a bola no travessão, perdendo a possibilidade de recolocar a Catalunha na final na Alemanha.

O Barcelona chegava muito no campo do Chelsea, porém, possuía dificuldades em penetrar a retranca de Di Matteo, apesar de os Blues ainda terem um jogador a menos na partida. O clube inglês também começou a aparecer com mais frequência na zaga catalã, mas a disparidade ainda era grande: 14 finalizações do Barcelona contra seis do Chelsea.

Até que aos 34 do segundo tempo, Didier Drogba dá lugar para Fernando Torres, um antigo conhecido e carrasco do Barcelona, clube contra o qual marcou mais gols em sua carreira. Era a chance dos Blues matarem a partida e irem direto para a final na Allianz Arena. Ainda aos 36, Daniel Alves lança para Alexis Sanchez que marca o que seria o terceiro gol do Barça, mas o auxiliar identificou bem a irregularidade do lateral brasileiro e anulou a marcação.

E o Chelsea é o time dos acréscimos, aos mesmos 46 minutos, Fernando Torres aproveita o vacilo de todos os jogadores culés estarem no ataque blue, recebe a bola e conduz com serenidade até a área rival, dribla o goleiro Valdés e chuta para o gol vazio. Agora sim, o Chelsea estava oficialmente classificado para a final da Champions League!

No final das contas, o Chelsea superou todas as expectativas. Apesar de o Barcelona ter finalizado o triplo e uma posse de bola que superou 70%, a tranquilidade e a estratégia do estilo de jogo de Di Matteo foram fundamentais para a classificação, afinal, o que realmente importa é a bola na rede. Agora, os Blues iam para a final do seu mais sonhado campeonato, depois de terem ficado na trave algumas vezes, mas teriam um último desafio: enfrentar o Bayern München em plena Allianz Arena. Como todos sabem o desfecho, o Chelsea conquistou seu primeiro título da Champions League após uma partida que terminou em 1 a 1, gols de Müller e Drogba, e na disputa de pênaltis por 4 a 3.

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