No futebol é essencial ser especial

Atualizado: Jul 25

No dia 20 de março, data que antecede o Dia Internacional da Síndrome de Down, o Palmeiras se preparava para enfrentar a Ponte Preta em partida válida pela 12ª rodada da 1ª fase do Campeonato Paulista de 2019.

Para a ira de muitos, jogo marcado para às 21h30. Horário considerado tarde, mas ainda bem que nunca é tarde para conhecer pela primeira vez o Allianz Parque. Em ação realizada pela equipe alviverde, crianças e jovens, em sua maioria, do Instituto Olga Kos acompanharam a partida e tiveram a oportunidade de ver de perto os jogadores.

Entre eles, estava o Vinícius. No meio de tantas dúvidas sobre a escalação do técnico Felipão, que ele tanto admirava, a única certeza era que naquela noite o coração do garoto batia mais forte do que qualquer tambor da Escola de Samba Mancha Verde, que desfilou bonita em volta do gramado antes do jogo começar.

Quase tudo era novidade para o jovem, menos as fotos das paredes de entrada do vestiário. Entre tantas, as suas favoritas eram as da Libertadores de 1999. A comemoração do São Marcos, correndo com os braços abertos e agradecendo aos céus pela conquista foi repetida com a mesma empolgação pelo garoto que tem como ídolo o goleiro.

Apesar disso, ele não quer estar debaixo das traves. Quer ser jogador do Palmeiras e ter o mesmo futebol do Dudu, que ele não entende o motivo de não estar vestindo a amarelinha. É, nem eu. Mas o que é compreensível são os abraços que o torcedor distribuiu em cada um dos jogadores.

Vinícius, espero que você se sinta abraçado sempre que estiver no reduto palestrino. Também quero que saiba que, naquela oportunidade, o Palmeiras ganhou a partida contra a Macaca antes mesmo de pisar no gramado e você foi peça fundamental no esquema tático.

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