São Marcos: o santo palmeirense

Atualizado: Jul 25

Para qualquer palmeirense fica difícil falar do Marcos sem um sorriso no rosto de ponta a ponta. Afinal de contas se trata de um dos maiores ídolos da história do verdão. Não dá para fazer um especial de goleiros sem citar aquele que só vestiu verde a carreira toda, a não ser é claro quando usou as cores do Brasil e foi um dos nomes do pentacampeonato brasileiro. É difícil citar o camisa 12 mais famoso do palmeiras e escolher só um adjetivo, mas entre tantos vamos ficar com o mais marcante: Santo.

São Marcos de Palestra Itália, ou Marcos Roberto Silveira Reis, nasceu dia 04 de agosto de 1973, numa cidade chamada Oriente, filho de um corinthiano fanático e com um bocado de irmãos. Chegou no Palmeiras em 1992 e lá foi treinado por uma das melhores academias de goleiro da história, responsável por revelar outros tantos nomes importantes na história do futebol brasileiro.

Marcos define no seu livro Nunca fui Santo que o Palmeiras foi a coisa mais importante da sua vida e ele afirma ainda que foi até mais importante do que o nascimento dos seus filhos, dado que não fosse o Palmeiras sem dúvida não seria o pai que é hoje. Só essa afirmação já deixa claro o tamanho do amor que ele tem por essa camisa.

Marcos, além de um goleiro excepcional e responsável por algumas defesas históricas, se tornou marcante por sua raça e entrega em campo, além da sua liderança sempre que necessário. Entre tantas memórias que ele proporcionou ao futebol brasileiro podemos selecionar algumas das mais especiais.

A primeira, e sem dúvida a mais importante para o palmeirense, foi em 1999 quando, na sua primeira decisão por pênaltis como profissional, Marcos brilhou contra o Corinthians e se transformou em santo ao pegar o pênalti de Vampeta nas quartas de final e garantir a continuidade do time na campanha em que finalmente levaria o título de campeão da Libertadores. Esse dia foi 12 de maio. Tinha que ser 12.

Claro que no ano seguinte a defesa do pênalti de Marcelino Carioca na semifinal o transformou em santo de verdade, mas a canonização começou nesse dia.

Também é impossível não lembrar da sua preleção, tão conhecida e lembrada pela torcida palmeirense, na final do Paulistão de 2008. Marcos ao redor de todo o time falou, minutos antes de entrar em campo: “Eu me quebro todo de novo, juro por Deus, mas não vou perder para essa Ponte Preta nem a pau. Quebro a minha perna, quebro meu pescoço se tiver que quebrar nessa p..., mas não vou perder, porque eu sei o que eu sofri. E sei que vocês sofreram também. Se tiver que jogar de líbero, eu vou jogar. Mas não vou perder, porque a gente sabe o que a gente fez pra chegar até aqui”. Dito e feito, o time entrou, jogou bem e se consagrou campeão paulista daquele ano. Normalmente em momentos decisivos a torcida gosta de relembrar ao time essa garra que sempre foi grande característica do goleiro.

Palmeirense até hoje, e daqueles que corneta sempre que preciso, Marcos se tornou um ídolo eterno ao rejeitar o Arsenal para jogar a serie B e com várias declarações e entrevistas, depois de derrotas ou vitórias, aonde sempre deixou muito claro o amor que ele tinha pelo clube em que permaneceu durante toda a sua carreira. Até mesmo nos momentos de falhas ele não se escondia, como naquele jogo contra o Vitória em 2003 ou mesmo quando o time conquistou a Copa do Brasil em 2012 e ele afirmou que se ainda estivesse jogando o time não teria vencido.

Por fim é impossível falar de Marcos e não citar sua campanha na copa de 2002 ao lado dos comandados de Felipão. Indiscutivelmente um dos melhores goleiros daquele mundial, Marcos fez uma defesa inesquecível na final contra a Alemanha, aos 3 minutos, quando o jogo ainda estava 0 a 0. Não fosse ele espalmando aquela bola para fora a história poderia ter sido outra. Depois dessa copa ele se tornou aquele tipo de jogador que não é criticado nem mesmo pelo o seu rival.

De fato é impossível falar de goleiros no Brasil e não falar do eterno camisa 12 do Palmeiras. Falar de Marcos é falar de um goleiro como poucos. Afinal todo goleiro tem seus dias de santo, mas nem todos levam esse título para o resto da vida.

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