Semana do Goleiro: Rogério Ceni, o arqueiro artilheiro

Atualizado: Jul 24


Para celebrar a semana do goleiro, não podemos esquecer de citar o M1TO,

o goleiro especialista em bolas paradas que marcou 131 gols

Rogério Mucke Ceni, ou simplesmente, Rogério Ceni, nasceu em Pato Branco, no sudoeste do Paraná, mas logo novo mudou-se para Sinop, no Mato Grosso. Foi no clube da cidade em que foi revelado aos 17 anos, contudo, jogou pouco e logo foi contratado pelo São Paulo. O ex-futebolista participou de duas Copas do Mundo, é bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, tricampeão do Paulistão e do Brasileirão e é atual técnico de futebol do Fortaleza.

Tricolor, clube bem-amado Quando chegou no clube paulista, jogou por três anos na base antes de ir para o profissional. Lá, venceu o Paulistão Juvenil de 1990, Paulistão de Aspirantes e a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1993. Depois, subiu para o profissional e se deparou com ninguém mais ninguém menos que Zetti como goleiro titular. Em 1993, fez parte do plantel de Telê Santana que venceu Copa Libertadores, Mundial de Clubes e Supercopa Libertadores, além dos troféus Cidade de Los Angeles, Cidade de Santiago de Compostela e Jalisco.


Em 1996, Zetti foi contratado pelo Santos e deu espaço para Rogério mostrar o seu potencial e no mesmo ano fez o seu primeiro gol, contra o União São João de Araras pelo Campeonato Paulista. Virou titular absoluto do clube tricolor.


Em 2005 foi seu ano áureo: foi fundamental nas conquistas do Paulistão, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes, sendo o melhor jogador das duas competições internacionais. Foi tricampeão brasileiro com o time de Muricy Ramalho em 2006, 2007 e 2008 e tricampeão do Paulistão em 1998, 2000 e 2005. Venceu outros torneios esporádicos: Copa dos Campeões Mundiais em 1995 e 1996, Copa Euro-América de 1999, Copa Conmebol em 1994 e Torneio Rio-São Paulo de 2001.


O goleiro ficou a carreira inteira no São Paulo, fez 1237 partidas pelo clube e é o jogador que mais vestiu a camisa do Tricolor. Recebeu por seis vezes a Bola de Prata como melhor goleiro e em 2008 recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Brasileirão. Foi o artilheiro do time em 2005 e 2006, com 21 gols e 16 gols, respectivamente. Em 2012, para se despedir da era de títulos, venceu a Copa Sul-Americana.


Foi organizado um jogo festivo de despedida no estádio do Morumbi no dia 11 de dezembro de 2015, entre os times “Campeões de 1992 e 1993” e “Campeões de 2005”, com direito até a show da banda Ira! no intervalo da partida. É tão grato ao Tricolor que declarou que quando morresse queria que suas cinzas fossem jogadas no Morumbi.


Seleção Brasileira

Pela seleção brasileira, participou apenas de 17 jogos. Estava presente no elenco pentacampeão do mundo em 2002 e atuou apenas uma vez na Copa em 22 de junho de 2006 na vitória por 4 a 1 contra o Japão, ao substituir Dida. Também foi campeão da Copa das Confederações de 1997.


Carreira como técnico

Depois de aposentar no São Paulo, Ceni tinha um novo objetivo: virar treinador de futebol. Fez o primeiro módulo do curso da federação inglesa (FA) e foi contratado para treinar o time profissional do São Paulo em 24 de novembro de 2016, decisão um pouco precipitada tanto do ex-jogador como da diretoria. Pelo Tricolor, apenas 37 jogos – 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. Logo na pré-temporada, disputou e venceu a Florida Cup, apenas por vitórias na disputa de pênaltis.


Como treinador, foi da lama para a fama: apesar da pífia performance no seu clube do coração, não desistiu e foi contratado em 10 de novembro de 2017 pelo Fortaleza, na série B e com o almejo de voltar a disputar a série A do Brasileirão em 2019. Conseguiu o título da Série B do Brasileirão com duas rodadas de antecedência, foi vice do Campeonato Cearense de 2018 e campeão em 2019.


Legado

Rogério Ceni, o M1TO, deixou um legado para os são paulinos, por ser leal ao time que ama por 25 anos e persistir em busca da vitória. A história de Rogério no São Paulo não acabou por aí: ainda pretende voltar e conquistar mais títulos pelo Tricolor como treinador. Almeja trazer para o presente as glórias do passado. A torcida agradece e grita com orgulho: “Todos tem goleiros, só nós temos Rogério Ceni”.

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