Semana do Goleiro: Danrlei, uma história de amor pelo Grêmio

Atualizado: Jul 24

Falar de Grêmio e não falar de Danrlei é uma afronta para qualquer gremista. Por ocasião do destino, Danrlei de Deus Hinterholz fez a transição das categorias de base para o profissional em 1993, mesmo ano que nasci. Obviamente não vi a lenda atuar, mas desde pequena meu pai sempre me contou as histórias de um goleiro que defendia bravamente o seu time do coração.


Não escolhi Danrlei apenas por sua passagem vitoriosa, por suas defesas milagrosas e muito menos por ele ser o homem dos Grenais. Escolhi o goleiro tricolor por um único motivo: amor. Quem é gremista e viveu os anos gloriosos da década de 90, sempre soube que o jovem menino de Crissiumal (região noroeste do Rio Grande do Sul) teria uma carreira vitoriosa.


Em 1994, Danrlei foi o destaque tricolor na conquista da Copa do Brasil. Em 1995 consagrou-se campeão da Libertadores da América, e infelizmente o bicampeonato mundial não veio. Mas Danrlei mal poderia imaginar as glórias que viriam com a camisa tricolor. O ano de 1996 foi especial, não apenas para a torcida gremista, que comemorou o bicampeonato brasileiro, mas foi um ano especial para o goleiro. Danrlei foi reserva da Seleção Brasileira que disputou os Jogos Olímpicos, e ganhou a medalha de bronze. Danrlei e companhia ainda ganharam a Recopa Sul Americana em 1996, e a Copa do Brasil de 1997 e 2001.


Meu pai conta orgulhoso de um momento que vivemos juntos: segundo ele foi em 1996, na final do Campeonato Brasileiro. Na época tinha três anos, brava falei para ele: “Se o Grêmio fizer gol, não grita ta?!”. Segundo o senhor José, meu pai, ele gritou mais nas defesas de Danrlei do que propriamente nos gols marcados por Paulo Nunes e Aílton. Falar de Danrlei faz com que meus olhos se encham de lágrimas, pois revivo um passado saudoso com títulos, polêmicas, clássicos lendários e com placares dignos de verdadeiros guerreiros.


Falar de Danrlei é falar de amor. Lembro-me de agosto de 2013, o Danrlei foi convidado pela Associação Tricolor de Carazinho para participar de um jantar comemorativo. Nessa época trabalhava em um jornal impresso, e tive a missão de entrevistar o goleiro multicampeão. Só Deus sabe o nervosismo que fiquei nessa noite, não sabia o que pedir, não sabia o que dizer, só pensava: VOU ENTREVISTAR MEU ÍDOLO, VOU ENTREVISTAR DANRLEI. Com algumas perguntas anotadas em um caderninho, me aproximei e disse: Danrlei sou tua fã. Nessa hora, pensei: "onde está o meu profissionalismo?". A primeira pergunta que fiz foi relacionado ao seu sonho de ser presidente do Grêmio, e o que a torcida pode esperar dele como presidente. Em cada palavra dita, observava o brilho no olhar de Danrlei, as palavras ditas com carinho, com amor e orgulho de ter defendido as cores do seu time do coração.


Lembro como se fosse ontem, da última pergunta: “Danrlei, o que o Grêmio significa para você?”, Danrlei deu um suspiro, um sorriso acanhado e respondeu: “O Grêmio foi minha casa, cheguei ao Grêmio com 14 anos, era uma criança. Foi no Grêmio que aprendi a respeitar as pessoas, foi dentro do Grêmio que aprendi a ser uma pessoa adulta. O Grêmio é minha casa”.


Nesse instante entendi todas as histórias que meu pai contava sobre você. Entendi todas as vezes que você brigou em campo e defendeu as cores do Grêmio. Danrlei, meu ídolo, nosso goleiro multicampeão, sei que nenhum texto será capaz de lhe agradecer por tudo que tu fizeste por nós. Por todas as defesas, por todas as vibrações após um milagre, por toda a comemoração após um gol marcado e um título conquistado. Espero te ver como presidente do Grêmio futuramente, sei que tu honrarás nossa camisa da mesma forma como fazia dentro de campo. Obrigada Danrlei, obrigada por nos dar alegria, por nos mostrar o amor, e por honrar nosso manto. Seremos eternamente gratos!

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