Semana do Goleiro: Dida, o rei dos pênaltis

Atualizado: Jul 25

Com 1,96 de altura, o goleiro Dida se destacou pela defesa de pênaltis

Conhecido por sua habilidade na defesa de pênaltis, Dida ficou eternizado na história da seleção brasileira e de clubes nacionais, especialmente o Cruzeiro e o Corinthians. O goleiro também fez história debaixo de traves europeias, defendendo o Milan.

Nelson Jesus Silva, mais conhecido como Dida, nasceu em outubro de 1973 em Irará, na Bahia. Com 17 anos, ele iniciou a carreira nas categorias de base do ASA, de Alagoas. A estreia no profissional aconteceu no Cruzeiro de Alagoas, onde atuou dos 18 aos 19 anos.

Em 1992, Dida foi transferido para o Esporte Clube Vitória, no qual adquiriu projeção nacional. No time baiano, foi campeão estadual e vice-campeão do Campeonato Brasileiro. Sendo um dos destaques da campanha do Vitória, Dida despertou o interesse de grandes clubes brasileiros. Em 1994, assinou contrato com o Cruzeiro Esporte Clube.

Na equipe mineira Dida conquistou uma Copa do Brasil e uma Libertadores, além de quatro campeonatos estaduais, uma Copa Ouro e a Copa Master da Supercopa. Vestindo a camisa celeste, em 1995, Dida teve a primeira convocação para a seleção brasileira anunciada e disputou a Copa América.

Já com status de ídolo cruzeirense após defesas memoráveis nas conquistas da Copa do Brasil de 96 e da Libertadores de 97, Dida foi transferido para o Lugano, da Suíça, em 1998. Lá, não disputou nenhuma partida oficial e, ainda assim, no mesmo ano, foi convocado para a Copa do Mundo da França como terceira opção para goleiro.

No ano seguinte, em 1999, Dida retorna ao Brasil para vestir a camisa do Corinthians. No Parque São Jorge, foi campeão brasileiro - na semifinal, foi responsável por defender dois pênaltis batidos pelo ídolo são-paulino, Raí. Em 2000, venceu o Mundial de Clubes disputado no Brasil e no meio do ano foi transferido para o futebol italiano para vestir a camisa do Milan.

Na temporada seguinte, retornou ao Corinthians por empréstimo, onde venceu a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo de 2002. Na Copa do Mundo, foi o reserva de Marcos no pentacampeonato. Depois do Mundial, voltou para a Itália para eternizar seu nome na história do Milan.

Como rossonero, venceu um campeonato italiano, duas Supercopa Europeia, duas Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes de 2007. Na final da Liga dos Campeões da temporada 2002/03, defendeu três pênaltis cobrados pela Juventus e tornou-se o herói do título.

Na Copa do Mundo de 2006, Dida foi o goleiro titular da seleção brasileira, que parou nas quartas de final para a França. Segundo a Fifa, Dida foi o segundo melhor goleiro da temporada 2006 e, em 2007, foi o terceiro melhor goleiro.

Dida ficou no Milan até 2010, quando saiu ovacionado pela torcida e em 2014 foi incluído no Hall da fama do clube italiano. Em 2012, a Portuguesa assinou um contrato com Dida até o final daquele ano, tirando-o da aposentadoria. Para a temporada 2013, foi contratado pelo Grêmio, onde sua principal atuação foi contra o Corinthians na Copa do Brasil quando defendeu três pênaltis e colocou o time na semifinal da competição. No ano seguinte, Dida assinou com o Internacional onde ficou até 2015.

Apesar de não ter voltado aos gramados desde 2015, Dida nunca anunciou sua aposentadoria do futebol. No final do ano passado, foi anunciado como preparador de goleiros do Pyramids, clube do Egito. Nos clubes nos quais fez história, Dida é lembrando com saudade e gratidão - pela dedicação, pela habilidade e pelos pênaltis defendidos.

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