As músicas que embalaram a Seleção Brasileira

Atualizado: Jul 25

As músicas costumam marcar importantes momentos das nossas vidas, um desses momentos são as edições das Copas do Mundo. Especialmente, quando termina em título para o nosso lado. A seleção brasileira, em sua trajetória marcada por cinco títulos mundiais, também tem seus feitos automaticamente lembrados ao som de algumas notas.

Em 1958, ano da primeira conquista brasileira, a música “A taça do mundo é nossa” embalou as comemorações pelo título mundial conquistado em cima do país anfitrião, a Suécia. A letra que dizia “O brasileiro lá no estrangeiro / Mostrou o futebol como é que é / Ganhou a taça do mundo / Sambando com a bola no pé / A taça do mundo é nossa / Com o brasileiro não há quem possa” tocou incessantemente nas rádios.

No ano do bicampeonato, 1962, foi a vez de um frevo embalar as comemorações. A equipe que venceu a antiga Tchecoslováquia, contava com nomes importante como Garrincha e Pelé e foi ao som de “Frevo do Bi”, cantada por Jackson do Pandeiro, que o título foi festejado. “Mostra o que é nossa escola / Quando a partida esquentar / E Vavá de calcanhar entregar a pelota a Mané / E Mané Garrincha, Didi diz que é por aqui / Aí vem o gol de Pelé”.

Talvez a mais conhecida canção seja a de 1970, ano do tricampeonato brasileiro. Essa conquista foi a primeira a ser transmitida nas redes televisivas, além de ter sido usada como propaganda pela ditadura militar que existia no país. A seleção que contou com o brilho do maior futebolista brasileiro, Pelé, venceu com sobra a Itália na grande final. “De repente é aquela corrente pra frente / Parece que todo Brasil deu a mão / Todos ligados na mesma emoção / Tudo é um só coração / Todos juntos vamos / Pra frente Brasil / Salve a Seleção” fez tanto sucesso que ganhou diversas regravações ao longo dos anos.

“Coração verde e amarelo” de Tavito e Aldir Blanc marcou as comemorações do tetracampeonato brasileiro em 1994. Além dos bordões “Sai que é tua, Taffarel” e o eufórico “É tetra” de Galvão Bueno que eternizaram a quarta conquista mundial, a Rede Globo ainda contribuiu com a popularidade da música, pois a adotou em suas transmissões. “A galera vibra, canta, se agita / E unida grita: É tetracampeão / O toque de bola é nossa escola / Nossa maior tradição / Eu sei que vou, vou do jeito que sei / De gol em gol, com direito a replay / Eu sei que vou, com o coração batendo a mil / É taça na raça, Brasil”.

Em 2002, a música que embalou o pentacampeonato e liderou o ranking das mais tocada foi “A festa” de Ivete Sangalo. A Copa realizada no Japão e na Coreia do Sul recebeu uma das melhores seleções que o Brasil já teve, contando com nomes de Ronaldo, Rivaldo, Cafu, Dida e Ronaldinho. A conquista foi tão memorável que não tem quem não saiba ao menos o refrão da música da Copa. “Tem gente de toda cor / Tem raça de toda fé / Guitarras de rock’n roll / Batuque de Candomblé... / Que vai rolar a festa / Vai rolar / O povo do gueto mandou avisar”.

As últimas edições da Copa não são lembranças felizes para seleção brasileira que vem buscando um formato dentro de campo que encante novamente o torcedor, além disso houve a busca por uma música que embale novamente a torcida. Em 2014, o “eu sou brasileiro / com muito orgulho / com muito amor” se tornou saturado e foi necessário até chamar “puxadores” de torcidas organizadas para buscar uma arquibancada mais animada. Em 2018, uma nova música surgiu relembrando todas as cinco conquistas mundiais já citadas “Em 58 foi Pelé / Em 62 foi o Mané / E 70 o esquadrão / Primeiro a ser Tricampeão / Em 94 Romário / 2002 Fenômeno / Primeiro Tetracampeão / Único Penta é o Brasilzão”. Mas para a música pegar, é necessário reencontrar o caminho de uma seleção gloriosa.

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do Futebol Por Elas

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